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Fim da janela: Sete deputados mudam de partido e dão nova composição à Assembleia

Apenas cinco partidos ficam com representação na ALE

06/04/2026 17h05 - Atualizado em 06/04/2026 18h06
Fim da janela: Sete deputados mudam de partido e dão nova composição à Assembleia

A janela eleitoral, encerrada no último sábado (4), levou a uma nova configuração partidária na Assembleia Legislativa - embora não tenha mudado a imensa vantagem do MDB, partido que domina a Casa desde a primeira eleição de Renan Filho, em 2014.

Algumas siglas ganharam deputados - como o próprio MDB e o PT; outras acabaram perdendo alguns componentes, como o PP - e outras perderam 100% da sua bancada, como no caso do União Brasil.

O PL manteve-se com a mesma bancada de um deputado - o Cabo Bebeto. Já o Avante, que tinha o deputado Marcos Barbosa, perdeu o parlamentar para o PT, ficando também zerado, assim como o Republicanos. Em termos absolutos, MDB e PT ganharam três deputados cada um.

A sigla do presidente Marcelo Victor tem agora 17 deputados: ele, Alexandre Ayres, Flávia Cavalcante, Cibele Moura, Carla Dantas, Ricardo Nezinho, Dr Wanderley, Fátima Canuto, Remi Calheiros, Dudu Ronalsa, Inácio Loiola, Gilvan Filho, Galba Novais, Lelo Maia, Gabi Gonçalves, André Silva e Chico Tenório.

A segunda maior bancada continua sendo a do PP: Antonio Albuquerque, Rose Davino, Fernando Pereira, Mesaque Padilha e Leonam Pinheiro.

A federação PT-PV-PCdoB dobrou a quantidade de membros, de dois para quatro: Ronaldo Medeiros (PT), Silvio Camelo (PV) e os novatos Marcos Barbosa (PT) e Breno Albuquerque (PT).

O PL continua com Cabo Bebeto; Republicanos (que tinha dois), Avante (que tinha um) e União Brasil (que tinha três) terminam a janela sem representação na ALE.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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