Politicando
GG e Pedro Carlos invertem grupos políticos em Rio Largo; quem era Arthur, agora é Calheiros
Prefeito indica nome para chapa do PP, enquanto ex-gestor leva filha deputada para o MDB
Das coisas que só acontecem - ou pelo menos com mais frequência - na política alagoana: o aliado de décadas de um, agora está com o outro. E o outro, que nasceu quase na oposição, agora está com o primeiro.
Não é tão difícil de entender. Gilberto Gonçalves, o GG, buscou até as últimas horas da janela eleitoral um grupo em que Gabi Gonçalves, sua filha, tivesse um certo conforto eleitoral.
Depois de ser reprovada pela militância do PT, GG/Gabi encontraram refúgio em Marcelo Victor, que ofereceu a já gigantesca chapa do MDB. Acordo fechado, é pela legenda emedebista que Gabi vai buscar seu segundo mandato - junto a outros 16 deputados de mandato (mais os de fora com votação para entrar).
Sentindo a debandada, Arthur Lira agiu a tempo: filiou a esposa do prefeito Pedro Carlos - ele mesmo, sobrinho de GG que rompeu com o criador e aliou-se a Renan Calheiros. Agora o prefeito tem compromisso com o PP, já que Anny Carlos pode ser candidata a deputada estadual pela sigla.
O troca-troca volta a acirrar os ânimos eleitorais na cidade da região metropolitana da capital, que já estavam se acalmando após os episódios de 2025, quando até a polícia teve que intervir numa quase invasão da Câmara de vereadores.
Lira, insatisfeito com a saída de Gabi, quer inflar a campanha de Anny para minguar os votos da deputada, e impingir uma derrota a GG diminuindo suas chances de retornar à cadeira de prefeito em 2028.
E o prefeito Pedro Carlos? terá que andar com um caderninho com o nome de todos os seus apoios eleitorais, dada a diversidade dos palanques.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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