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Perda de aliados tornam reeleição de Marx Beltrão um desafio maior que em 2022

Ao menos duas bases eleitorais do deputado foram perdidas ou estão em processo de disputa

08/04/2026 17h05 - Atualizado em 08/04/2026 17h05
Perda de aliados tornam reeleição de Marx Beltrão um desafio maior que em 2022

Embora tenha se fortalecido eleitoralmente após o realinhamento político com os primos Marcelo e Március, Marx Beltrão vem sofrendo com algumas baixas importantes na sua corrida pela reeleição em outubro.

O parlamentar manteve-se no PP, o que lhe dá boa margem de favoritismo nas urnas em relação aos concorrentes internos - no entanto, quebras de acordo com aliados tem dado dor de cabeça ao deputado, que tem feito contas para consolidar sua reeleição.

Uma baixa já confirmada é o apoio do prefeito de Junqueiro, Leandro Silva. Mesmo tendo injetado boa quantia em emendas no município, Marx teve que ver o gestor lançar sua esposa, Lydia Samyra, conhecida como Samyra do Basto, para o mesmo cargo, inviabilizando seu apoio.

Já no litoral norte, Marx também sofre a ameaça de Rafael Brito, que por enquanto divide com ele a base eleitoral do líder Cícero Cavalcante. No entanto, nos bastidores, é grande a pressão para que Cícero encerre a parceria com o progressista, e opte apenas por Brito na eleição para federal.

A projeção eleitoral do deputado, que já foi de se aproximar da casa dos 100 mil votos, hoje sofreu uma queda e aliados já afirmam que dificilmente o número inicial será alcançado.

Com isso, Marx mira os demais concorrentes internos: Alvinho Lira e Fábio Costa, segundo analistas, possivelmente terão votação melhor que ele. Daniel Barbosa, Nivaldo Albuquerque e Gunnar Nunes hoje são considerados adversários de mesmo porte.

Com a previsão de quatro a cinco eleitos, um ou dois nomes dos listados acima ficarão de fora - o que o veterano deputado quer evitar.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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