Politicando
Suplente que se recusou a ser oposição a JHC assume secretaria de Maceió
Alan Balbino foi retirado da Câmara por defender o então prefeito sendo vereador pelo MDB
O ex-vereador Alan Balbino assumiu, na última sexta-feira (17), a Secretaria de Cultura e Economia Criativa de Maceió, em ato assinado pelo atual prefeito Rodrigo Cunha (Podemos).
Balbino volta a um cargo público de primeiro escalão, após ter sido assessor especial do município entre 2024 e 2025. Ele foi vereador por Maceió entre 2004 e 2008 e retornou à Câmara em 2021, assumindo o cargo pelo MDB.
Foi nesse período que se envolveu em polêmica com o grupo de Paulo Dantas, ao se recusar em 2023 a fazer uma crítica ao então prefeito JHC e atuar como vereador de oposição, devido ao partido pelo qual foi eleito.
Com sua negativa, Balbino acabou retornando à condição de suplente, já que o MDB ordenou o retorno do titular, Kelmann Vieira, ao cargo. Foi então que JHC compensou o então suplente com um cargo comissionado em uma secretaria do município.
O ex-vereador candidatou-se novamente ao cargo em 2024, desta vez pelo PL, mas não obteve êxito: obteve 3.324 votos, ficando na quinta suplência da sigla.
Desta vez, Balbino foi novamente alçado à condição de secretário de Maceió numa composição política com o ex-vereador Francisco Sales, que o indicou para o cargo e deve receber o seu apoio na campanha para deputado estadual.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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