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Dirigentes querem que PL ‘enquadre’ vereadores que ficaram na base de Rodrigo Cunha

Sete dos onze vereadores do partido continuam na bancada do atual prefeito

23/04/2026 17h05 - Atualizado em 23/04/2026 17h05
Dirigentes querem que PL ‘enquadre’ vereadores que ficaram na base de Rodrigo Cunha

A janela partidária e a saída do ex-prefeito JHC do PL criou uma situação curiosa na Câmara de Maceió - a existência de ‘dois PLs’, um formado pelo vereador bolsonarista Leonardo Dias e outro contendo a bancada da sigla, que é a maior da Casa.

Mesmo considerando que os três integrantes liberais que saíram do partido na janela não voltem mais - Chico Filho, Eduardo Canuto e Cal Moreira - o PL mantém-se como maior bancada da Câmara, com Brivaldo Marques, Galba Netto, Jeanynne Beltrão, Jonatas Omena, Luciano Marinho, Marcelo Palmeira e Siderlane Mendonça.

No entanto, para efeito político, com o rompimento com JHC/Rodrigo e a presidência da sigla na mão de Alfredo Gaspar, é de Leonardo Dias o direcionamento oficial do partido, que segue uma linha de independência e até mesmo de oposição em relação à gestão de Cunha.

Internamente, a legenda discute medidas de ‘enquadramento’ em relação aos demais vereadores que adotarem postura diferente da indicada por Dias - que além de dirigente partidário, é líder do PL na Casa.

Situação semelhante ocorreu no MDB, que em 2020 elegeu grande bancada para a Câmara, mas teve que conviver com muitos dos seus vereadores atuando em favor de JHC. O partido chegou a ensaiar uma punição para os vereadores, que nunca chegou a ser aplicada.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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