Politicando
Mulheres candidatas buscam recuperar vaga na bancada federal alagoana
Estado não elege uma mulher para a Câmara desde 2018
Terreno historicamente dominado por homens, a Câmara Federal tem boas chances de receber, na próxima legislatura, ao menos uma mulher representante de Alagoas - algo que não acontece desde a eleição de 2018, quando Tereza Nelma surpreendeu e conseguiu se eleger deputada federal pelo PSDB.
De lá pra cá, vieram as eleições de 2022 e a derrota de Nelma e todas as outras, e o estado novamente ficou zerado de representantes femininas. Neste ano, Tereza novamente é uma das concorrentes, mas há outras postulantes com melhores chances.
A maior delas é a ex-primeira-dama Marina Cândia. Uma chapa no PSDB vem sendo montada com o intuito de fazer da influencer deputada federal por Alagoas. No PSD, outras duas mulheres despontam com boas chances de levar uma segunda vaga da sigla - Rute Nezinho e a ex-vereadora do Pilar Thaís Canuto.
O protagonismo feminino quantitativo na bancada alagoana nunca ocorreu, mas além de Tereza Nelma, outras mulheres já exerceram o cargo de deputada pelo estado.
Nas eleições de 2010, o estado elegeu a maior bancada feminina de sua história: foram duas mulheres eleitas, incluindo a segunda deputada mais votada daquela eleição - a então ex-prefeita Célia Rocha, pelo PTB, que bateu a casa dos 124 mil votos.
A segunda eleita foi Rosinha da Adefal, aproveitando o protagonismo de seu antecessor, ex-deputado Gerônimo da Adefal, falecido anos antes. Rosinha obteve mais de 90 mil votos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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