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Lessa sobe o tom e fala em “falta de respeito” do MDB com seu grupo político

Atual vice-governador rompeu com Paulo Dantas e o MDB por acordos não cumpridos

05/05/2026 17h05 - Atualizado em 05/05/2026 17h05
Lessa sobe o tom e fala em “falta de respeito” do MDB com seu grupo político

Após as críticas do governador Paulo Dantas, que afirmou em entrevista que vai imprimir uma derrota ao seu grupo, o vice-governador Ronaldo Lessa disse que “faltou respeito” ao MDB na hora de cumprir os acordos que havia acertado com ele e sua sigla.

Em entrevista à Gazeta, Lessa afirmou ainda que o seu atual grupo político precisa quebrar a “hegemonia” no comando político do estado, que está nas mãos do MDB e aliados desde 2015.

“O MDB não viabilizou condições para que o PDT montasse chapas competitivas. É como se o Estado tivesse dono. Precisamos quebrar essa hegemonia”, criticou o vice-governador, omitindo o fato de ter participado das gestões de Renan Filho entre 2015 e 2018 e de Paulo Dantas, entre 2022 e o começo deste ano.

Lessa disse que JHC ofereceu ao PDT duas funções nestas eleições: a vaga de vice ou de Senador - porém ele escolheu que será vice, para dar mais ‘opções’ a JHC de articular melhor o seu grupo.

“Recebi duas possibilidades: ser candidato ao Senado ou a vice. Optei por ser vice neste momento para consolidar uma aliança mais ampla”, afirmou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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