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Vereadores ex-JHC negociam com chapa do PL, que pode eleger até três estaduais

Galba Netto e Brivaldo Marques podem pintar no grupo de candidatos à ALE

05/05/2026 17h05 - Atualizado em 05/05/2026 17h05
Vereadores ex-JHC negociam com chapa do PL, que pode eleger até três estaduais

Em silêncio, após a turbulência que resultou na saída de JHC do comando da legenda em Alagoas, o PL vem trabalhando para montar chapas que ao menos mantenham o seu tamanho atual - a sigla tem um deputado estadual e um federal.

E é dessa forma, discretamente, que o partido conversa com dois ‘puxadores de voto’, que se aceitarem entrar na chapa da legenda podem fazer com que o grupo eleja até três deputados estaduais nas eleições de outubro.

Um deles é Galba Netto, ex-presidente da Câmara e que resistiu à ida ao PSDB, continuando no PL. É dele a prioridade familiar para uma vaga na ALE, que tem como deputado atualmente o pai, Galba Novaes.

O outro nome é o de Brivaldo Marques, liderança do Benedito Bentes e com fortes bases na parte alta da capital. Neste caso, Brivaldo pode ir ele mesmo para o embate ou lançar sua esposa, Raphaella Tenório.

Além deles, o partido pode ainda devolver Leonardo Dias para sua candidatura original, a uma vaga na ALE - já que ele havia ‘subido’ para a campanha de federal da sigla; e ainda lançar o bolsonarista raiz Fla´vio Moreno.

Com esses nomes e mais os ‘rabo de chapa’ como se diz no vocabulário eleitoral, a esperança da sigla é crescer na ALE, mesmo que o investimento na chapa de federais custe o êxito do grupo de federais.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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