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Direção nacional do PL ‘enquadra’ vereadores que não apoiarem candidatos da sigla

Resolução impede parlamentares de apoiarem candidatos que não são filiados ao partido

12/05/2026 17h05 - Atualizado em 12/05/2026 18h06
Direção nacional do PL ‘enquadra’ vereadores que não apoiarem candidatos da sigla

Uma resolução da comissão executiva nacional do PL, assinada por Valdemar Costa Neto, impede qualquer detentor de mandato da sigla que for candidato nas eleições deste ano de apoiar ou pedir voto para qualquer outro nome que não seja filiado à legenda.

A resolução foi distribuída nesta semana aos vereadores da bancada do partido na Câmara de Maceió, e é uma espécie de aviso aos parlamentares que não apoiarem os candidatos da sigla, especialmente ao governo do estado.

Enfrentando uma fase de difícil diálogo com o ex-presidente do partido JHC, o PL possivelmente lançará um nome próprio para o governo do estado. O professor Henrique Oliveira, ex-reitor da Uncisal, é um dos nomes que são cotados para o cargo nos bastidores.

Dessa forma, caso a legenda lance nome majoritário, os vereadores do PL deverão obrigatoriamente apoiá-lo, inclusive os que atualmente são ligados a JHC mas não deixaram a legenda. Dos 11 vereadores eleitos pelo partido, apenas três seguiram o ex-prefeito e foram para o PSDB.

Dos oito restantes, apenas um (Leonardo Dias) atua de forma independente na Câmara - os demais ainda fazem parte da base do ex-prefeito na Casa, mantida pelo atual prefeito Rodrigo Cunha.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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