Alok diz que pai tenta deixar Israel e se emociona ao falar da guerra
Juarez Petrillo era um dos contratados para tocar na rave que foi atacada pelo Hamas no último sábado (7)
Na madrugada desta terça-feira (10), Alok se emocionou ao falar do pai, Juarez Petrillo, que tenta deixar Israel em meio à guerra contra o Hamas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o DJ chorou ao contar que o pai, conhecido como DJ Swarup, estava na rave que foi atacada pelo grupo terrorista no último sábado (7).
"Meu pai estava no evento, estava prestes a se apresentar quando estava tendo um bombardeio ali. O evento foi interrompido e a polícia começou a evacuar. Todo mundo saiu correndo, meu pai também saiu correndo. Ele conseguiu entrar em um carro e sair de lá. O carro de trás, que estava com conhecidos dele, foi baleado. Meu pai conseguiu se abrigar em um bunker e ficou seguro lá", disse Alok, enquanto tentava controlar o choro.
A rave que foi atacada era uma edição internacional da Universo Paralello, evento criado por Juarez e que aconteceria pela primeira vez em Israel. No vídeo, o DJ reforçou que o pai não era o produtor nem o responsável pelo evento, apenas foi contratado para tocar lá.
"Meu pai é o criador de um festival chamado Universo Paralello, que acontece no Brasil há mais de 20 anos. É o maior festival de arte e cultura alternativa da América Latina. É um festival conhecido mundialmente, diversos turistas estrangeiros frequentam o festival e há o interesse de vários produtores internacionais de licenciar a marca. Quando eles licenciam a marca, eles têm o direito do uso do nome e da identidade visual", detalhou.
"Toda a responsabilidade da organização, produção, execução e escolha do local é do contratante, da produtora local. A pergunta que muitas pessoas fizeram, que eu também me indaguei, foi o porquê fizeram um evento tão próximo da Faixa de Gaza, ficava a 30 minutos da Faixa de Gaza. Foi quando descobri que lá é um lugar que acontece eventos desde 2000, acontecem eventos com frequência lá", completou ele.
Pelo falo de ele e o pai serem DJs conhecidos internacionalmente e sempre viajarem, Alok disse que não tem tanto contato com o pai quanto gostaria, e que muitas vezes nem sabe onde Juarez está.
"Descobri que ele estava lá através da internet. Até queria ter mais convívio com o meu pai. Meu pai está bem, está seguro, conseguiu chegar em Tel Aviv ontem. Está fazendo todos os esforços para poder voltar ao Brasil. Tudo que eu quero agora é poder abraçar ele, acolher ele, mas infelizmente muitas pessoas não vão poder fazer isso. Essa guerra agora, sem precedentes, não sabemos onde vai parar, muitos inocentes já estão morrendo, muita tristeza", concluiu Alok.
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