Luana Piovani se pronuncia sobre contrato para criticar PEC
Luana Piovani teria sido paga para criticar uma proposta de autonomia financeira e orçamentária do BC
Luana Piovani usou as redes sociais na última quinta-feira (25/6) para se manifestar sobre a polêmica envolvendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que prevê mudanças na autonomia financeira e orçamentária do Banco Central (BC).
Nos Stories, a atriz afirmou que a publicação em que aparece criticando a proposta estava identificada como publicidade. “O que eu acho superimportante é que todas as publicidades sejam óbvias, que estejam sendo sinalizadas como publicidade. Isso é muito importante para o consumidor saber”, declarou.
Em seguida, Luana Piovani comentou sobre as críticas recebidas após a publicação e afirmou que só divulga conteúdos com os quais concorda.
“É isso. Para vocês não ficarem assim tão invejozinhos, tá? Boa noite. Ah, e tem outra coisa que talvez vocês não saibam, aí eu vou contar: eu só vendo o que eu consumo e eu só falo o que eu concordo. Eu não acho inteligente privatizarem o nosso Banco Central. Não gostou? Deita na BR”, disse.
Entenda o caso
A manifestação acontece após a repercussão sobre o pagamento de R$ 300 mil que Luana Piovani teria recebido para participar de uma campanha contra o texto da PEC. Segundo a Folha de S.Paulo, a contratação aparece registrada em uma ata de reunião extraordinária do Conselho Regional do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), realizada em 6 de junho, véspera da votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
De acordo com o documento, a escolha de Luana Piovani para a campanha de comunicação institucional levou em consideração sua “atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população” nas redes sociais, onde ela reúne mais de 5,6 milhões de seguidores.
A ata também informa que o valor do contrato foi pago integralmente com recursos provenientes das contribuições mensais dos servidores filiados à entidade.
No documento, a presidente do conselho destacou ainda a intenção de investir em campanhas de publicidade em TV, rádio e outros meios para divulgar a importância do trabalho dos servidores do Banco Central para a sociedade e reforçar pautas aprovadas pela categoria.
Após a repercussão do caso, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), também se manifestou. “O Sinal-DF reafirma seu compromisso em dar visibilidade a uma pauta que precisa ter interlocutores capazes de tornar seu entendimento, que é bastante complexo, algo acessível a toda população, uma vez que as suas consequências impactarão toda sociedade, podendo ser desastrosas para o país”, disse em nota.
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