Cauã Reymond revela falta de autoestima na infância em podcast
Ator e criador de 'Jogada de Risco' falou da importância da análise em sua vida: 'Venho de uma família toda quebrada, meu pai não estava tão perto quanto eu gostaria, minha mãe tentando sobreviver'
Cauã Reymond faz sucesso dentro e fora das telas desde sua estreia como o personagem Mau-Mau na novela Malhação, em 2002. A alcunha de 'galã' veio cedo, afinal, o astro havia iniciado a carreira nas passarelas, trabalhando como modelo internacionalmente. A beleza, entretanto, nem sempre foi um fato de reconhecimento do próprio Cauã.
Em entrevista ao canal do Youtube do Charla Podcast, o ator e o criador da nova série Jogada de Risco afirmou que não vê problemas em ser apontado como um símbolo sexual, mas que a ideia de não ser apenas isso, ainda mais agora com o protagonismo em uma produção idealizada por ele mesmo, o agrada.
“Eu sou muito grato pela carreira que construí, que tenho como ator e símbolo sexual, um homem objetificado. Não tenho problema nenhum com isso. Mas hoje em dia eu tenho tesão de falar: ‘Cara, eu tive uma ideia, ela virou realidade, estamos aqui falando sobre ela e não sobre a minha corridinha na areia fofa’”, disse.
Na conversa, Cauã relembrou que enfrentou inseguranças desde a infância, com sua aparência e até mesmo condição financeira. Foi só na fase adulta, depois dos 30 anos, que foi reconhecer sua pose de galã. “Eu fui, através da análise, me sentir um homem bonito com 35 anos. Eu sabia que as pessoas me achavam, mas eu não me achava. Eu tinha o cabelo encaracolado, era zoado porque tinha bocão, até meu nome era diferente", contou.
O astro continuou e ressaltou que problemas financeiros e distância do pai também marcaram sua infância e influenciaram na sua autoestima. A carreira de modelo veio por acaso, em um momento e necessidade.
"Venho de uma família toda quebrada, meu pai não estava tão perto quanto eu gostaria, minha mãe tentando sobreviver, a gente vendia paçoca. Não era um menino com autoestima. Faltava comida em casa, às vezes. Quando, aos 18 anos, falaram: ‘Quer ser modelo?’, eu pensei: ‘Se me acham bonito, eu topo’. Foi muito mais assim. Também me tornei ator desse jeito", explicou.
Mesmo depois de iniciar a carreira internacional como modelo, ele disse que a realidade estava longe do glamour que muitos imaginavam. “Viajei para Milão, Paris e Nova York sem glamour nenhum. Dei sorte de fotografar com pessoas importantes, mas aquela não era a minha realidade. Quando olho para tudo isso, vejo que eu não tinha essa autoestima toda”.
Últimas notícias
Moradores protestam por falta de água e interditam rua com fogo no Jacintinho
CNPJ alfanumérico começa a ser emitido nesta sexta-feira (31) no Brasil
Motorista de aplicativo chama passageiro de ‘senhor’ e é repreendido no CE
"Você é ridículo": Zezé Di Camargo detona trabalho de sósia
Lagoa da Canoa inicia revisão do Plano Municipal de Educação
O reflexo das distopias contemporâneas: como o streaming redefine nossa relação com o medo e o futuro
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Homem é morto a pedradas e pauladas no Benedito Bentes, em Maceió
