Xavi diz ter sido chamado para ser auxiliar de Tite e assumir seleção após Copa
Espanhol foi apresentado no Barcelona
Apresentado nesta segunda-feira (8) como novo treinador do Barcelona, Xavier Hernández, 41, afirmou que recebeu recentemente uma proposta da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para ser auxiliar de Tite e, após a Copa do Mundo no Qatar, em 2022, assumir o comando da seleção brasileira.
O ex-volante disse ter recusado a oferta pois já pensava em assumir o time catalão em uma oportunidade futura.
"É verdade que me ofereceram. Primeiro, seria auxiliar de Tite, depois da Copa assumiria a seleção. Mas minha ideia era vir ao Barça", contou Xavi.
Desde a derrota do Brasil para a Argentina na final da Copa América, em julho, por 1 a 0, no Maracanã, o trabalho do técnico brasileiro passou a ser questionado com mais afinco. O contrato dele com a CBF é válido justamente até o final de 2022.
Atualmente, a equipe brasileira lidera as Eliminatórias, com 31 pontos, e poderá confirmar sua vaga no Mundial já na próxima rodada, no dia 11, em São Paulo. Para isso, terá de vencer a Colômbia e esperar que o Uruguai não derrote a Argentina, em Montevidéu.
Xavi assinou contrato com o Barça por três temporadas depois de acertar sua saída do Al-Sadd, do Qatar.
Formado nas categorias de base do Barcelona, ele conquistou 25 títulos oficiais vestindo a camisa do time, entre os quais oito taças do Campeonato Espanhol, quatro da Champions League, duas do Mundial de Clubes e três da Copa do Rei.
Xavi fez parte de um dos períodos mais vencedores da história do clube. Ele foi peça importante nos times que tiveram Ronaldinho Gaúcho e Lionel Messi como grandes estrelas.
Em 2015, o então volante deixou o Camp Nou para jogar no Al-Sadd, onde ficou até se aposentar em 2019 e virar treinador.
De volta ao Barcelona, o treinador vai encontrar um cenário bastante diferente daquele de quando saiu devido a uma crise financeira que provocou, inclusive, a saída de Messi em agosto deste ano. Depois de uma parceria de 21 anos entre equipe catalã e o argentino, ele se transferiu ao Paris Sain-Germain ao término de seu contrato.
A despedida do ídolo, seis vezes eleito o melhor do mundo, foi o maior reflexo das dificuldades pela quais o clube passa por ter de lidar com uma dívida de mais de 1 bilhão de euros (R$ 6,3 bilhões).
"Sei que é um momento difícil, tanto economicamente quanto esportivamente, mas tenho o desejo e o entusiasmo de retribuir o apoio dos torcedores. Vou pedir aos jogadores que sejam exigentes, porque somos o Barça, o melhor clube do mundo", afirmou Xavi.
O técnico abordou também na coletiva o estilo de jogo que deseja implementar na equipe. "Queremos ser intensos, agressivos, recuperando a bola no campo oposto. Uma equipe que deixa sua alma em campo."
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