Futebol

Espanha vence a Copa de 2026 e conquista seu 2º título

Seleção espanhola de futebol bate a Argentina na prorrogação e triunfa 16 anos depois de levar o título na Copa de 2010

Por 7Segundos com O Globo 19/07/2026 19h07 - Atualizado em 19/07/2026 20h08
Espanha vence a Copa de 2026 e conquista seu 2º título
Seleção espanhola conquistou segundo título mundial - Foto: Reprodução

Num jogo em que dominou completamente a Argentina, a Fúria sofreu para transformar as chances em gol e só conseguiu vencer Dibu Martínez na 20ª finalização. Ferran Torres foi o "herdeiro" de Iniesta, em 2010, e marcou para o título no início do segundo tempo da prorrogação.

É o segundo título mundial da Espanha, que volta a conquistar o torneio após 16 anos e coroa um trabalho primoroso de Luis de la Fuente, campeão da Euro há dois anos comandando uma geração como nomes como Cucurella, Rodri, Olmo, Lamine Yamal e Oyarzabal. Em 2010, na África so Sul, a geração de Xavi, Iniesta, Fàbregas e David Villa garantiu o primeiro título da história da Fúria.

Na primeira Copa com 48 seleções, os espanhóis passaram por Áustria, Portugal, Bélgica e Espanha. Todas exercendo as mesmas características que anularam a Argentina neste domingo: o controle de jogo e a organização defensiva. Para se ter uma ideia, o time de Lionel Scaloni só finalizou nos últimos minutos do segundo tempo da prorrogação. Se segurou pelas incríveis 11 defesas de seu goleiro, e pouco conseguia contragolpear. A Espanha terminou com 65% da posse de bola e 20 a 2 em finalizações.

A Argentina, que passou por Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra em campanha recheada de emoção, com viradas e vitórias na prorrogação, não conseguiu se tornar a terceira seleção a defender um título de Copa — a última a fazê-lo segue sendo o Brasil, em 1958 e 1962. O Mundial também tende a ser o último de Lionel Messi, que se despediria com um título em três finais.

O jogo
O primeiro tempo foi dominado pela Espanha, que terminou com 65% da posse de bola e três finalizações (duas no gol). A Fúria controlou o ritmo do jogo e circulava com facilidade entre as linhas argentinas. A Albiceleste, uma das equipes que mais gosta de ter a bola na competição, se viu obrigada a apostar na transição e nas roubadas de bola para tentar surpreender a defesa. Nas melhores chances, viu Unai Simón abafar em boas saídas do gol.

Quem teve as chances mais claras foi a Espanha, que assustou longo no início, em chute cruzado de Yamal que quase escapou de Dibu Martínez. O goleiro também teve que trabalhar em chute de fora da área de Oyarzabal após boa jogada coletiva pelo meio. Cucurella ainda assustou pouco antes do fim, em chute cruzado rente à trave.

Expulsão antes da prorrogação
No segundo tempo, Scaloni tentou recuperar o controle do meio com a entrada de Paredes, mas a bola seguiu com a Espanha na maior parte do terceiro quarto do jogo. As melhores chances, também: Baena, em boa jogada individual, testou Dibu. Pouco depois, Oyarzabal e Fabián Ruiz fizeram boa trama pela entrada da área e quase deixaram o gol aberto.

A Fúria seguiu fazendo uma blitz na área argentina e colocou Dibu para trabalhar com Olmo, que viu o goleiro argentino errar o encaixe da bola e jogar para escanteio. Cucurella e Cubarsí também assustaram. A melhor chance, porém, foi de Ferran Torres, que entrou no lugar de Oyarzabal e cabeceou em cima do goleiro após ótima jogada de um discreto Yamal pela direita.

A partida ganhou mais emoção nos minutos finais. Messi finalmente encontrou espaço e deu trabalho à defesa espanhola. No contra-ataque de tentativa de cruzamento da direita, Nico Willians saiu em velocidade e chutou firme, mas Dibu fez ótima defesa.

A Argentina ainda ficou com um a menos: Enzo Fernández foi expulso pelo segundo amarelo após divida violenta com Cubarsí na intermediária. Yamal ainda exigiu outra grande defesa, a 10ª do goleiro da Argentina. Messi e companhia terminaram o tempo regulamentar sem finalizar, enquanto a Espanha chutou 15 vezes.

Ferran Torres na prorrogação

Na prorrogação, o goleiro voltou a brilhar: parou Nico Willians, de frente, após cruzamento de Ferran Torres da direita. A Fúria ainda chegou muito perto de abrir o placar com Merino, que raspou cruzamento de Nico da esquerda, mas viu a bola sair caprichosamente.

O primeiro gol só saiu no início do segundo tempo da prorrogação, com Ferran Torres, na 20ª finalização da Espanha (enquanto a Argentina seguia zerada). Pedro Porro, que fez grande jogo, cruzou da direita, Nico Williams escorou de cabeça para trás e Torres chegou batendo firme: 1 a 0.

A Espanha ainda teve dois gols anulados: um por pisão de Merino em Otamendi, antes de abrir o placar, e outro por impedimento de Ferran Torres, já com o 1 a 0.

A Argentina ainda promoveu um salseiro na área espanhola já nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação e chegou a suas primeiras finalizações, com Tagliafico e Simeone. Mas a mística de decidir jogos no fim, que a acompanhou durante todo o Mundial, não apareceu desta vez para evitar o título espanhol.