Jucá compara governo a titanic e diz que impeachment serve para evitar naufrágio
Aliado de primeira hora do vice-presidente Michel Temer e cotado para comandar o ministério do Planejamento na nova composição, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi o antepenúltimo senador a discursar na tribuna. O peemedebista defendeu o impeachment da presidenta Dilma Rousseff comparando o caso à história do transatlântico Titanic.
“Quando um comandante coloca em risco a tripulação e a carga do navio é possível que a tripulação troque o comandante”, disse. “Durante este ano, o povo brasileiro, o PMDB e vários partidos viram que não era preciso esperar que o titanic batesse no iceberg e que era possível mudar a rota do navio e que para mudar a rota do navio era preciso mudar o comandante. Foi isso e é isso que estamos fazendo”, argumentou.
Já eran quase 6h de hoje (12) quando o senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos defensores do rompimento da aliança com o PT, disse que o partido foi para as eleições de 2014 dividido, mas que ajudou a eleger Dilma. “42% do partido foi contra essa coligação. Eu fui um deles”, disse.
Em seu discurso, o senador defendeu Temer das acusações de que estaria conspirando pela saída de Dilma. “Não vamos aceitar agressões ao vice-presidente, ao PMDB ou a qualquer companheiro que legitimamente vem aqui para dizer da forma que quer votar”, disse.
Segundo o senador, que atualmene ocupa a presidência do partido, disse que não haverá “caça às bruxas” e que o partido respeitará os senadores que votarem contra o impeachment.
O último senador a subir na tribuna foi o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), subiu na tribuna para discursar. Presidente da Comissão especial que votou pela admissibilidade do processo de impeachment.
Em seguida, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) passou a palavra para o relator do processo na comissão, Antonio Anastasia (PSDB-MG). Depois de Anastasia, falou o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que defendeu Dilma.
Depois disso, ocorreu a votação que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma. Foram 55 votos a favor e 22 contrários. A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), com problemas de saúde, teve o seu posicionamento favorável ao afastamento de Dilma lido no plenário por Renan Calheiros.
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