Gratos, EUA se despendem do homem que foi "maior que a vida"
Os Estados Unidos se despedem de um dos maiores atletas e ícones culturais de sua história com mais sorrisos que lágrimas. Em meio à tristeza pela morte de Muhammad Ali, o sentimento predominante é de agradecimento a uma personalidade gigante, que conseguiu a proeza de ser levado a sério por suas atitudes e desempenho esportivo, e ao mesmo tempo um show man inigualável.
Nos noticiários da TV americana, ocupados totalmente por tributos a Ali, os lamentos só eram superados pelo prazer de relembrar os momentos mais marcantes de uma vida extraordinária. Mas como encontrar palavras para definir um homem que foi um frasista tão mortífero como seus golpes?
"Muhammed Ali foi um grande homem, que nunca morrerá", tuitou George Foreman, 81, que em 1974 foi derrotado por Ali na "luta na floresta", no Zaire (hoje República Popular do Congo). Sua homenagem incluiu Joe Frazier, com quem Ali também disputou o título mundial dos pesados. "Ali, Frazier e Foreman. Nós formávamos um só homem. Uma parte de mim foi embora, a melhor parte".
Começando por sua cidade natal, Louisville, no estado de Ketucky, as homenagens se espalharam pelo país em que tornou-se um dos maiores símbolos da luta contra o racismo, e pelo qual se recusou a lutar na guerra do Vietnã com um argumento tão simples como certeiro. "Não tenho nenhuma desavença com esses vietcongs", disse em 1967. "Nenhum vietcong jamais me chamou de negro".
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