Obama rebate proposta de Trump de banir a imigração muçulmana nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou hoje (14) a proposta do pré-candidato do Partido Republicano, Donald Trump, de banir a entrada em território norte-americano de imigrantes vindos de países muçulmanos. Obama disse que a proposta de Trump, se concretizada, faria dos Estados Unidos um país menos seguro. “Onde isso vai parar?”, criticou.
A proposta de Trump foi feita ontem (13) em discurso no estado de New Hampshire, quando o candidato se referia ao massacre em um clube noturno de Orlando, na Flórida, no último domingo (12).
Na madrugada de domingo, o norte-americano e filho de afegãos Omar Mateen entrou na boate Pulse e abriu fogo contra frequentadores do local, voltado para o público LGBT, deixando 49 mortos e 53 feridos. Momentos antes do massacre, Omar ligou para a polícia e declarou fidelidade ao Estado Islâmico. O atirador foi morto por policiais.
Armas de fogo
O massacre mudou o tom da campanha presidencial dos Estados Unidos e trouxe temas como o acesso a armas e políticas de imigração para o centro dos debates entre os candidatos que disputam uma vaga dentro de seus partidos para concorrerem às eleições presidenciais.
Em solenidade no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, hoje, em Washington, Obama aproveitou para responder às críticas de Trump de que não tem sido duro o bastante para acabar com o terrorismo.
“Chega de falar sobre [a necessidade de] ser duro com o terrorismo”, disse Obama. Segundo ele, ser duro com o terrorismo é fazer todo o possível para dificultar o acesso de criminosos às armas.
Obama, que no início do ano propôs que o Congresso aprovasse leis para tornar mais difícil o acesso a armas de fogo, defendeu que sejam estabelecidas leis para impedir que criminosos possam comprar armamentos.
Referindo-se ao massacre de Orlando, Obama disse que, se não forem aprovadas leis mais duras contra as armas, os ataques “vão continuar acontecendo” apesar “dos esforços extraordinários do governo, das agências de inteligência, e dos militares”, segundo ele.
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