Justiça absolve soldado acusado de participar de assassinato de servidora pública
Defesa alegou que o réu foi ao local do crime acreditando que o amigo pegaria roupas na casa da tia
O soldado do Exército Renato Antônio da Paixão Cavalcante foi absolvido pelo 1º Tribunal do Júri de Maceió, nesta sexta-feira (21). Ele foi acusado de participar do assassinato da servidora pública Quitéria Maria Lins Pinheiro, em agosto de 2012. O julgamento foi conduzido pela juíza Lorena Carla Sotto-Mayor, titular da 7ª Vara Criminal.
Durante o julgamento, o soldado disse que Klinger Lins Pinheiro Dias, sobrinho da vítima e tido como o mandante do crime, o chamou para sair, junto com outros colegas, mas que antes passaram na residência de Quitéria. “Eu fiquei no carro e eles entraram, porque o Klinger disse que ia pegar algumas roupas na casa da tia e depois a gente ia sair. Não tenho nenhuma participação nesse crime, eu não sabia que isso estava planejado”, afirmou.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), o homicídio foi motivado pela cobrança de uma dívida que Klinger e a mãe dele, Luciana Lins Pinheiro, tinham com a vítima.
A defesa do acusado sustentou a tese de negativa de autoria. “Ele [Renato Paixão] inicialmente foi colocado como testemunha ocular do fato, e doravante, quando da identificação dos demais envolvidos que teriam efetiva participação, é que ele foi colocado na situação como sendo coautor do fato. Que hoje a sociedade possa enfim decidir pela ausência total de culpa desse cidadão, que inclusive ficou três anos e oito meses preso cautelarmente, antes de ser julgado”, disse o defensor público Ryldson Martins Ferreira.
Uma das testemunhas ouvidas no julgamento desta sexta-feira, Sandra Maria Lins Pinheiro, irmã da vítima, contou que Quitéria ajudava financeiramente toda a família, inclusive a irmã Luciana Pinheiro, que responde processo por, supostamente, também ser mandante do assassinato. "Foi um crime bárbaro. A única coisa que eu sei desse rapaz [Renato Paixão] é que ele estava junto com o Klinger quando isso aconteceu".
Klinger Lins Pinheiro Dias foi condenado a 20 anos e dez meses de prisão e Mustafá Rodrigues, executor do assassinato, a 21 anos de reclusão. Eles foram julgados em 2014.
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