Funcionários pedem socorro através de bilhetes em hospital do Rio
Hospital Ronaldo Gazolla tem um andar inteiro vazio por falta de pessoal, e no Rocha Faria, não tem material para pessoas internadas em estado grave no CTI.
Atraso nos salários, falta de material e até de comida. Esse é o cenário atual em diversos hospitais municipais no Rio. No Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste, temendo retaliações, os funcionários pediram socorro para equipe do G1 nesta quarta-feira (13) através de bilhetes.
"Os funcionários da cozinha estão três meses sem pagamento. Ajude a gente, por favor", diz o bilhete deixado pelos terceirizados de uma empresa que presta serviço para o hospital.
No hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, um andar inteiro está vazio por falta de pessoal. Já no Rocha Faria, não tem material nem para pacientes em estado grave, que estão internadas no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).
Várias salas do 5° andar do hospital Ronaldo Gazolla foram desativadas por falta de pessoal para trabalhar. Os médicos e enfermeiros começaram uma greve por causa da falta de salários.
Os funcionários do hospital ligaram para o RH da empresa, mas não há previsão de pagamento. O ambulatório não está funcionando, e as cirurgias foram suspensas.
"Estamos nos pronunciando desta forma por não termos finalmente liberdade de expressão sem punição. A situação dos funcionários é caótica. Sem previsão de salário, apesar de se falar tanto em repasses, nada", diz um outro bilhete, deixando por uma enfermeira.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou, por meio de nota, que cobrou do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS), Organização Social gestora do Hospital Municipal Rocha Faria, uma solução para a falta de fraldas e outros insumos. A situação deve ser regularizada nos próximos dias, afirma.
Sobre o fornecimento de refeições, a secretaria, em nota, afirmou:
"No Hospital Municipal Rocha Faria houve de fato, na terça-feira, 28 de novembro, suspensão irregular do serviço pela empresa Nutrindo, contratada para o fornecimento das refeições. A Secretaria Municipal de Saúde cobrou uma solução do problema à organização social gestora da unidade e, devido ao descumprimento de acordo firmado pela Nutrindo, a empresa Guelli foi convocada emergencialmente no dia 29 e a alimentação para pacientes, acompanhantes e funcionários está restabelecida. As refeições são avaliadas e liberadas por nutricionistas da unidade".
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