Fortes chuvas deixam 112 mortos e 78 desaparecidos no Japão
As fortes chuvas registradas no sudoeste do Japão deixaram pelo menos 112 mortos e 78 desaparecidos, o que representa uma das piores catástrofes naturais no país dos últimos anos, segundo informaram nesta segunda-feira as autoridades locais.
As precipitações recordes registradas desde quinta-feira passada no arquipélago japonês afetaram sobretudo as cidades de Hiroshima e Ehime, onde as inundações e deslizamentos de terra causados pelas chuvas arrasaram milhares de casas e deixaram vários povoados completamente isolados.
O Governo confirmou hoje que os mortos já passaram de cem, enquanto o primeiro-ministro, Shinzo Abe, cancelou sua viagem à Europa e ao Oriente Médio prevista para esta semana a fim de coordenar pessoalmente as tarefas de ajuda às vítimas e para visitar as regiões afetadas, disse seu porta-voz.
Soldados das Forças de Autodefesa (Exército), da Polícia e dos bombeiros continuam hoje com as operações de resgate de pessoas refugiadas em terraços e tetos de casas que ficaram inundadas, ao mesmo tempo que prossegue a busca por 78 desaparecidos, segundo informou a emissora estatal "NHK".
Em Hiroshima (oeste), pelo menos 39 pessoas morreram em acidentes relacionados com as fortes chuvas e outras três ficaram gravemente feridas, enquanto em Ehime (ilha de Shikoku, sudoeste) foram registradas 22 mortes, segundo os últimos dados divulgados por representantes das localidades afetadas.
As autoridades japonesas chegaram a recomendar a evacuação de 5,9 milhões de cidadãos de 19 cidades durante o fim de semana, e na véspera mais de 30 mil pessoas passaram a noite em refúgios, segundo dados do Governo.
As precipitações causaram transbordamentos de rios que inundaram povoados inteiros, onde a água atingiu três metros de altura em alguns pontos, e provocaram graves danos em edifícios, estradas, pontes e outras infraestruturas.
A Agência Meteorológica de Japão (JMA) já retirou o nível máximo de alerta nas regiões afetadas, embora mantenha os avisos de inundações e deslizamentos de terra em várias das regiões afetadas.
Teme-se que o balanço de mortos continue aumentando nos próximos dias, assim que melhore o acesso a zonas que ficaram isoladas, o que situaria a catástrofe meteorológica como a pior deste tipo desde 2011, quando o tufão Talas deixou 98 mortos e desaparecidos no centro do país.
O fenômeno meteorológico é um dos mais devastadores lembrados em um país onde as condições meteorológicas extremas são frequentes, sobretudo na época de verão.
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