Candidatos terão que se registrar para anunciar no Facebook
A medida também contará com uma espécie de biblioteca, que guardará por sete anos todas as publicações pagas relacionadas à política
Depois de ser acusado de influenciar o resultado das eleições nos Estados Unidos pela disseminação de notícias falsas e de ter sofrido interferência de agentes russos, o Facebook decidiu tomar medidas em prol de uma maior transparência na corrida eleitoral brasileira.
A partir desta terça-feira, os candidatos que desejam pagar para impulsionar suas postagens na rede social deverão se registrar no Facebook. A medida, anunciada na semana passada pela empresa, criará uma marcação para que o usuário possa ver quem pagou por aquele anúncio, além de uma espécie de biblioteca, que guardará por sete anos todas as publicações pagas relacionadas à política.
Segundo Katie Harbath, diretora global de engajamento com políticos e governos do Facebook, o Brasil é o segundo país onde os recursos estão sendo lançados, só atrás dos Estados Unidos.
Conforme a legislação eleitoral brasileira, apenas candidatos e partidos podem impulsionar conteúdos relacionados às eleições nas redes sociais, o que significa que uma pessoa física que não é candidata não pode pagar para ter uma postagem de campanha impulsionada. Para criar anúncios eleitorais, o anunciante, seja ele um partido ou um candidato, precisará passar por medidas de segurança, como autenticação no Facebook, envio de documentos de identidade e confirmação da localização no Brasil (para evitar a interferência de agentes externos).
Todos os anúncios pagos relacionados com o pleito de outubro serão identificados com os dizeres “propaganda eleitoral” a partir do dia 16 de agosto,
quando a campanha começa oficialmente. Também ficará visível para o usuário o CPF do candidato que pagou por aquela publicação ou o CNPJ do partido.
Também a partir do dia 16, será possível acessar o chamado “Arquivo de anúncios”, que reunirá todos os anúncios eleitorais (ativos e inativos) com seus respectivos preços e informações sobre o público impactado por cada publicação. Os dados ficarão abertos por sete anos.
A medida pode colaborar com a transparência, mas um levantamento do Estadão, que revelou como as páginas anônimas em nomes de candidatos possuem muito mais engajamento dos usuários do que as páginas oficiais dos presidenciáveis, mostra que o Facebook ainda tem muito trabalho a fazer. Numa corrida que tem Jair Bolsonaro e Marina Silva como favoritos nas projeções mas com poucos segundos de tempo de horário eleitoral, o Facebook deve ter papel decisivo. Qualquer medida anunciada pela empresa californiana, portanto, conta. A ver como a nova diretriz afeta a dinâmica eleitoral nas próximas semanas.
Veja também
Últimas notícias
JHC visita poço artesiano em Arapiraca e destaca ações que levam dignidade à população rural
Cabo Bebeto critica nova parceria da Sesau com hospital ligado a Gustavo Pontes
Defesa Civil alerta para risco de alagamentos e deslizamentos em Alagoas
Chuvas causam alagamentos e deixam moradores ilhados no bairro Girador, em Atalaia
Chuvas provocam adiamento de evento em homenagem ao Dia das Mães em Arapiraca
Prefeitura de Boca da Mata apura causa do incêndio que destruiu ônibus escolares
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
