HGE registra 469 atendimentos na segunda (2), grande parte por falta de prevenção
As consequências dos dias de abuso dos foliões contra a própria saúde durante o Carnaval continuam chegando ao maior hospital do Estado
O Carnaval acabou, mas ainda não terminaram as consequências dos dias de abusos contra a saúde. Uma prova viva dessa afirmação é a história do servidor público José Klyger Leopoldo de Lima, de 55 anos. Ele curtiu tanto os dias de folia que, nessa segunda-feira (2), precisou correr para o Hospital Geral do Estado (HGE) devido a uma intensa dor torácica e ao pico hipertensivo. O resultado das estripulias foi a necessidade urgente de cateterismo cardíaco.
Ele relata que antes planejava curtir a festa do rei momo em Salvador, mas, atendendo ao pedido de amigos, desistiu da viagem e ficou em Maceió. Desde o período das prévias carnavalescas, José não se limitou nas comidas, nas bebidas e tampouco nos esforços para acompanhar as danças e o ritmo dos blocos.
“E quando chegou o Carnaval, pela madrugada, eu não bebi não, eu tomei banho de cerveja. Quando via aquela mesa repleta de comida, com tudo o que eu mais gosto, ataquei mesmo, comi tudo o que eu quis – carne de porco, tudo! Então, quando passou a folia, fui tomar banho e fiquei zonzo. Comecei a sentir que não estava bem. Até que ontem de madrugada acordei às 4h da manhã e senti dormência. Na mesma hora eu corri para uma unidade de saúde, onde fui medicado e encaminhado para o HGE”, relatou Klyger.
Após a classificação de risco e avaliação do médico da Área Azul, José foi levado para a cardiologia, onde foram observados os resultados de exames, como ecocardiograma, eletrocardiograma e laboratoriais. Com a indicação do cardiologista para cateterismo, ele foi levado para a hemodinâmica, onde foi submetido ao procedimento e agora segue sua recuperação na Unidade de Dor Torácica (UDT).
Ele foi apenas uma das 469 pessoas que deram entrada no 2º dia deste mês no hospital. Desse quantitativo, 356 usuários apresentaram doenças assistidas pelo médico com especialidade em clínica geral, a maioria dessas enfermidades pode ser assistida pela Atenção Primária. Os outros atendimentos foram: acidentes casuais (65), acidentes de trânsito (24), acidentes de trabalho (11), agressões (10) e queimadura (3).
“O HGE é o maior hospital de urgência e emergência em Alagoas, 100% SUS [Sistema Único de Saúde], referência no atendimento de média e alta complexidade a vítimas de queimaduras, doenças coronarianas e vasculares, traumas, ortopedia e pediatria – dia e noite. Além desse poder assistencial, ele é reconhecido pela sociedade pelo alto poder resolutivo. Então é compreensível sermos a preferência, mas sugerimos as UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], ambulatórios e postos de saúde para os casos que não indicam gravidade”, pontuou o gerente do HGE, Paulo Teixeira.
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