Cursos profissionalizantes dão nova perspectiva a reeducandos
Parceria com Senai garante oferta de diversos cursos aos custodiados
A educação é um agente transformador e, por meio de parcerias com instituições de ensino, a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) tem oportunizado essa transformação. Nesse sentido, mais turmas de acesso a cursos profissionalizantes estão sendo ofertados no sistema prisional. Desta vez, reeducandos do Núcleo Ressocializador da Capital e do regime semiaberto participam de cursos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Desenhista técnico de edificações, instalador de acessórios automotivo e eletricista de rede são os cursos em andamento. A assessora técnica de ensino da Seris, policial penal Jaciara Tenório, explica que a parceria entre a Seris e o Senai é antiga e tem gerado bons frutos. “O Senai disponibilizou vários cursos, e os reeducandos escolheram os que mais lhes chamaram a atenção. Foram vagas ilimitadas, de acordo com nossa demanda estrutural. Atualmente, temos três turmas no Núcleo com capacidade limitada, justamente em razão da necessidade de distanciamento social”, explica Jaciara.
No Núcleo Ressocializador, as turmas são compostas por no máximo oito alunos, com aulas duas vezes na semana, duas horas por dia. Como o curso é on-line, o setor de tecnologia da Seris atua para garantir acesso à plataforma e monitorar o trânsito online. “Após a autorização pelo setor de tecnologia, passamos os dados como o nome do reeducando. Eles fazem esse controle de acesso apenas para os sites necessários ao curso, neste caso, a plataforma Senai. Tudo é monitorado e rastreado, e eles só têm acesso durante o período da aula”, reforça a gestora.
Além disso, todos os custodiados recebem, semanalmente, acompanhamento pedagógico. Além de sanar dúvidas a respeito do conteúdo do curso, o acompanhamento também busca monitorar a evolução de cada reeducando participante.
José Wemerson de Melo está matriculado no curso de eletricista de rede e assegura que a qualificação o deixará mais apto para o mercado de trabalho. “Estou no Núcleo há mais de três anos, e já tive a oportunidade de fazer outros cursos. Eu gosto muito dessa área. É um curso muito importante porque, além de aperfeiçoar o conhecimento que já possuo, conseguirei, agora, a certificação, o que vai me ajudar bastante a conseguir um emprego”, afirmou o reeducando, que, assim como os demais, deve concluir o curso em novembro deste ano.
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