Diabetes: pessoas que convivem com a doença devem reforçar cuidados com a pele
Se não for tratada de forma adequada, patologia pode provocar lesões cutânea
O mês de novembro é dedicado à conscientização do diabetes, doença crônica caracterizada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue.
Para a manutenção de uma vida saudável, pessoas que convivem com a patologia devem redobrar os cuidados com a saúde, afinal, o diabetes descompensado pode provocar complicações cardiológicas, neurológicas e renais. Mas, além disso, o diabético também precisa cuidar da pele, que é afetada diretamente pela doença.
Por que a pele do diabético é diferente?
A dermatologista do Sistema Hapvida Maceió, Roberta Guedes, explica que o diabético possui a pele mais frágil e desidratada em decorrência das alterações provocadas pelo excesso de glicose no sistema nervoso autônomo, responsável pelo controle e produção de suor e sebo.
“A doença, quando não está controlada, pode provocar alterações na circulação, redução da sensibilidade e lesões cutâneas, cicatrização lenta, e predispor o paciente a infecções fúngicas e bacterianas”, afirma.
A médica chama a atenção, também, para outras alterações, como o chamado “pé diabético”, que provoca úlceras nos membros inferiores e alterações na circulação que podem levar à perda do membro e a acantose nigricans, que são manchas escuras que aparecem em regiões como pescoço, axilas e virilha.
Maceió é a segunda capital com mais diabéticos no Brasil
Dados da 10ª edição do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes revelam que Maceió é a segunda capital com mais pessoas com a doença no Brasil, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. Atualmente, mais de 13 milhões de brasileiros vivem com diabetes e 250 milhões em todo o mundo. Especialistas projetam que o número de adultos com a doença pode chegar a 643 milhões em 2030 e a 784 milhões em 2045.
A dermatologista do Sistema Hapvida Maceió reforça que a prevenção é o melhor caminho para evitar as complicações provocadas pela doença. A profissional dá dicas que podem ajudar as pessoas que vivem com a doença a manter a qualidade de vida.
“É recomendado se examinar com frequência e, se encontrar lesões na pele, ainda que pequenas, procure um dermatologista o mais rápido possível. Feridas e coceiras também devem ser relatados ao médico o quanto antes”.
A especialista finaliza que a doença pede cuidados especiais com os pés. “O cuidar deve ser redobrado ao cortar as unhas, pois qualquer acidente pode causar infecção. Dê preferência, use sapatos confortáveis que não machuquem os pés. Além disso, beba bastante água e recorra a cremes hidratantes para evitar o ressecamento”, conclui.
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