Braskem é listada como uma das empresas que enfrentam ações no exterior
Vítimas desses danos ambientais são representadas pelo escritório PGMBM
Processos contra empresas que causam danos ambientais e sociais ao redor do mundo estão movimentando cerca de US$ 40 bilhões por ano. O escritório de advocacia inglês PGMBM representa cerca de 200 mil pessoas pelo mundo vítimas destes danos provocados por corporações.
Recentemente, o escritório recebeu o equivalente a R$ 623,5 milhões do fundo North Wall Capital para promover ações em nomes dessas vítimas. Uma reportagem do Estadão destacou que a PGMBM também representa o Brasil no exterior, com casos como o de Mariana, Braskem em Maceió e o de degradação da Floresta Amazônia no Pará.
Em setembro, a Justiça europeia vai decidir se tem jurisdição para analisar os casos acontecidos no Brasil. O julgamento ocorreu no dia 21 do próximo mês, a Corte Distrital de Roterdã vai definir se o país tem jurisdição sobre os danos causados pela mineração de sal-gema em Maceió, em Alagoas.
Em 2018, um abalo sísmico na região deixou rachaduras em imóveis e abriu crateras em ruas de diversos bairros da cidade, forçando cerca de 55 mil pessoas a deixar seus imóveis. O terremoto teria sido causado pelo deslocamento do subsolo em razão da mineração, o que levou a Braskem a encerrar a extração do sal-gema em Maceió, em 2019.
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