PT prevê disputa entre Tebet e Haddad em 2026
Pode haver uma competição sobre a linha econômica a ser seguida caso a senadora pelo Mato Grosso do Sul assuma o Ministério do Planejamento
Fontes do PT ouvidas pela CNN nesta terça-feira (27) temem um início duro de governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo é a possível disputa sobre a linha econômica a ser seguida com a dobradinha Fernando Haddad (PT) (mais alinhado à esquerda) na Fazenda e Simone Tebet (MDB-MS) (mais liberal) no Planejamento.
A informação é da âncora da CNN Daniela Lima.
“A Simone pode ser o inferno do Fernando. Pode disputar a linha econômica todo dia”, disse uma das fontes do PT consultada pela CNN.
O futuro ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse hoje (27) que Tebet sinaliza que aceitará o convite do presidente eleito para comandar o Ministério do Planejamento.
“A gente recebeu sinalização positiva”, afirmou Padilha em entrevista coletiva.
Segundo apurou a CNN com dirigentes do partido, a senadora aceitou abrir mão do controle dos bancos públicos, desde que a iniciativa seja transferida para o Planejamento.
A articulação tem sido conduzida na manhã desta terça-feira entre o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e Alexandre Padilha.
O acordo final, no entanto, só será fechado após encontro entre Tebet e Lula, que deve ocorrer ainda hoje.
Lula passou a manhã em contato com dirigentes emedebistas na tentativa de chegar a um acordo para que Tebet assuma o Planejamento.
Terceira colocada na corrida eleitoral para a Presidência da República em 2022, com 4,16% dos votos, Tebet declarou apoio a Lula durante a campanha no segundo turno.
Defensora de privatizações
O programa de governo defendido pela senadora Simone Tebet na campanha presidencial virou o principal obstáculo para que o PT aceite transferir o bilionário Programa de Parceria e Investimentos (PPI) para o Ministério do Planejamento.
Tebet sinalizou que aceitará assumir o Planejamento. O motivo para o obstáculo é que o programa defendido pela senadora difere de pontos-chave defendidos pela transição e pelo PT.
O documento, por exemplo, defendia a realização no primeiro biênio a privatização das Companhias Docas, cujos portos de Santos, Bahia e Pará já integram a carteira do PPI para serem privatizados. A transição de governo, porém, tem visão oposta.
O futuro ministro dos Portos e Aeroportos, Marcio França, já se posicionou contrário à privatização em alinhamento com uma posição defendida pelo grupo de trabalho da transição.
Outro ponto de divergência do programa de Tebet com a transição é que o documento previa uma nova rodada de concessões com a inclusão de grandes aeroportos como Galeão e Santos Dumont — ambos no Rio de Janeiro —, mas a equipe de transição sinalizou que pararia para estudar melhor.
Tebet também defendeu que leilões de saneamento fossem acelerados, mas o PT deixou claro ter ressalvas ao novo marco legal de saneamento e não descarta revê-lo.
(*Com informações de Daniela Lima, Gustavo Uribe e Caio Junqueira, da CNN)
Últimas notícias
Homem é preso por tráfico de entorpecentes no bairro Canafístula, em Arapiraca
Advogado encontrado baleado na casa dos pais morre no HGE em Maceió
Chega a 46 o número de mortos nas chuvas na Zona da Mata Mineira
Casa da Mulher Alagoana recebe ação para viabilizar empregos a mulheres
"Não tem justificativa para trazer de volta o gestor da pior pasta de Alagoas", diz Cabo Bebeto
Caminhão-pipa quebra e fica atravessado no meio da pista em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
