Coral invasor ameaça meio ambiente e pode deixar praias ‘feias’ em AL
Primeiro avistamento em terras brasileiras aconteceu no Rio de Janeiro na década de 80
Um coral bioinvasor, conhecido como coral-sol, foi identificado por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) pela primeira vez em águas alagoanas no ano passado. Uma decisão da Justiça Federal no fim do mês passado reacendeu a discussão sobre o assunto.
O 7Segundos conversou sobre o caso com o professor da UFAL e especialista, Cláudio Sampaio, que explicou que a falta de controle dessa espécie pode trazer consequências irreversíveis para o meio ambiente alagoano.
De acordo com o especialista, o coral apareceu pela primeira vez no Brasil na década de 80 no Rio de Janeiro, associado a uma plataforma de petróleo. Em 2022, o coral invasor foi registrado em águas alagoanas no naufrágio Itapajé, em Jequiá da Praia. Recentemente, a espécie foi registrada na estrutura da monobia, em Coruripe.
A chegada desse coral no estado não vem de maneira "pacífica". Cláudio Sampaio explica que o invasor pode trazer inúmeros problemas para o turismo e para o meio ambiente do estado, como a homogeneização dos corais, além da redução das espécies nativas do litoral alagoano.
"O coral-sol pode reduzir a beleza dos nossos recifes, deixando de atrair turistas para nossas praias. O coral-sol quando invade um ambiente deixa tudo homogêneo, com a mesma cor amarelada-alaranjada, altera o comportamento dos peixes e isso tudo pode causar impactos no turismo e na pesca, importantes para nossa região".
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) entrou com um pedido por ações de controle na Justiça Federal, no entanto, teve seu pedido negado. A decisão foi publicada no último dia 28.
Para Cláudio, a decisão causará prejuízos no futuro. "Lamentamos profundamente a decisão. A falta de ação de controle e monitoramento dos vetores (estruturas associadas a plataformas contaminadas pelo coral-sol que fazem paradas nos portos alagoanos) contribui para que essa e outras espécies invasoras continuem e invadam outras regiões de nosso litoral, causando sérios prejuízos socioambientais."
O Ministério Público deve recorrer da decisão, mas a ameaça do coral-sol ainda não tem previsão para ser combatida.
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