PEC das Domésticas: dez anos depois ainda há profissionais sem carteira assinada em AL
Economista diz que pandemia empurrou trabalhadoras para a informalidade
A PEC das Domésticas, a emenda que tinha objetivo de assegurar direitos trabalhistas para comunidade, completa dez anos. No entanto, de cada 4 trabalhadores dedicados a afazeres domésticos no Brasil, 3 atuam sem carteira assinada.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad),do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em Alagoas, 71 mil pessoas de 14 anos ou mais estão no grupamento de atividade serviços domésticos.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o economista Marcelo Neri, diretor do centro de estudos FGV Social, destaca que as crises prejudicaram a vida das domésticas e também dificultaram um mapeamento dos reflexos diretos da medida.
"Foi uma década perdida no mercado de trabalho. As empregadas domésticas não estão sozinhas nessa estagnação", afirma.
Neri ressalta que a pandemia empurrou trabalhadoras para a informalidade, já que a crise reduziu a renda das famílias contratantes e causou restrições à mobilidade.
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