Prefeito do Rio diz que vai atender desejo de Rita Lee e dar seu nome a uma praça
Artista mostrou desejo de nomear uma "pracinha" em uma entrevista e Eduardo Paes disse que o nome da cantora vai para um local público
A cantora Rita Lee, que morreu aos 75 anos em São Paulo, na noite desta segunda-feira (8), nasceu na capital paulista, filha de descendentes de imigrantes de dois países diferentes, Estados Unidos e Itália, ou seja, a “mais completa tradução” da cidade, como escreveu Caetano Veloso em “Sampa”. Mas Rita Lee pode ganhar a primeira homenagem póstuma com seu nome em lugar público em outra cidade: o Rio de Janeiro.
O prefeito Eduardo Paes (PSD) usou sua conta no Twitter para dizer que a cantora vai dar seu nome a uma praça no Rio de Janeiro.
O que Paes se referiu na mensagem foi um desejo que Rita expressou em uma entrevista à Fernanda Young no “Irritando Fernanda Young”, no GNT, programa exibido entre 2006 e 2010. Elas foram colegas de sofá no programa “Saia Justa”, também da GNT, entre 2002 e 2004, ao lado de Mônica Waldvogel, Marisa Orth e Young.
Em uma conversa com Young ela diz que queria dar nome a uma “pracinha” e ainda pediu para a colega de programa ficar responsável por isso. “Se eu estiver lá na parada ainda eu agito isso”, respondeu Young. A colega de “Saia Justa” de Rita morreu em 2019 por problemas respiratórios.
Rita Lee Jones nasceu no dia 31 de dezembro de 1947 na capital paulista. Vítima de um câncer de pulmão desde 2021, a notícia de sua morte foi confirmada na manhã desta terça-feira (9), em publicação compartilhada nas redes sociais oficiais da cantora e de seu marido, Roberto de Carvalho.
O velório da Rita Lee será realizado no Planetário do Parque Ibirapuera, em São Paulo, das 10h às 17h desta quarta-feira (10). A cerimônia será aberta ao público. A cerimônia de sua cremação não será aberta ao público.
Biografia
Rita Lee Jones nasceu no dia 31 de dezembro de 1947, na capital paulista, filha do dentista Charles Fenley Jones, descendente de imigrantes norte-americanos, e da pianista Romilda Padula Jones, filha de imigrantes italianos.
A artista tinha duas irmãs, Virgínia e Mary Lee, e teve três filhos, Beto, João e Antônio, uma neta, Izabella, e um neto, Arthur.
Rita Lee aprendeu a tocar bateria aos 15 anos e, aos 16, integrou um trio vocal feminino, as “Teenage Singers”, participando de shows e festas em colégios.
Ela formou diversos grupos musicais, incluindo o “Six Sided Rockers” e “O Konjunto” — que depois seria “Os Bruxos” –, este último ao lado dos irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.
Na década de 1960, o trio Rita, Arnaldo e Sérgio se tornou a banda “Os Mutantes”, lançando cinco discos: Os Mutantes (1968), Mutantes (1969), A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970), Jardim Elétrico (1971), Mutantes e Seus Cometas no País dos Bauretz (1972).
O primeiro álbum solo lançado por Rita Lee foi o Build Up, de 1970, quando ainda estava nos Mutantes. Eles fizeram apresentações juntos até 1972, quando a cantora decidiu lançar sua carreira solo com o álbum “Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida”.
A sorte de ter sido quem sou, de estar onde estou, não é nada se comparada ao meu maior gol: sim, acho que fiz um monte de gente feliz.
Rita Lee
Dois anos depois, ela lançou “Atrás do Porto Tem uma Cidade” e, em 1975, “Fruto Proibido”, que vendeu cerca de 700 mil cópias. Em 1976, o álbum “Refestança” fez sucesso com a música “Ovelha Negra”, que ocupou a primeira posição nas paradas do país.
Também em 1974, Rita Lee começou a integrar a banda “Tutti Frutti”, que teve outros quatro álbuns.
A partir de 1979, produziu seus discos em parceria com o marido, Roberto de Carvalho, entre eles Rita Lee e Saúde. Em 1995, fez a abertura da turnê da banda britânica Rolling Stones.
No início do século XXI, a artista lançou Aqui, Ali, em Qualquer Lugar (Bossa´n´Beatles) e Balacobaco, em 2001 e 2003, respectivamente.
A despedida dos palcos aconteceu em 2012. Desde então, as aparições da rainha do rock se tornaram raras.
Atriz, apresentadora e escritora
A vasta e diversificada carreira de Rita Lee também passou por atuações e apresentações de programas na televisão brasileira.
Ela atuou no filme “Dias Melhores Virão”, no curta-metragem “Tanta Estrela por Aí…” — tendo ganhado um prêmio no Festival de Cinema em Gramado –, e em “Durval Discos”.
Além disso, Rita participou das novelas “Top Model” e “Vamp”. Ela também apresentou o programa “TVLeezão”, na MTV, e integrou o programa Saia Justa, da GNT.
Rita Lee também teve veia escritora, publicando os livros infantis “Dr. Alex – Quem Canta Conta”, “Dr. Alex e os Reis de Angra” e “Dr. Alex na Amazônia”.
Em 2016, ela publicou uma autobiografia, na qual conta detalhes desde o início na carreira musical, perrengues familiares até fotos inéditas.
Dizem que capricornianos nascem velhos e morrem crianças, que são ambiciosos e disciplinados, nessas me reconheço mais no ascendente Aquário, da visionária porra-louca
Também estava sendo produzida uma segunda autobiografia. A cantora havia compartilhado um vídeo do livro pelas redes sociais no início de maio deste ano.
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