MP ajuíza ação para anular edital da Câmara de Vereadores que quer contratar sem concurso
Na petição, eles pediram a suspensão do pregão eletrônico de forma imediata
O Ministério Público do Estado de Alagoas ajuizou uma ação civil pública contra a Câmara Municipal de Maceió, nesta quarta-feira (2), para impedir que aquele poder legislativo realize o pregão eletrônico nº 003/2023, cujo objetivo é a contratação de pessoal sem concurso público. Para o MPAL, ao publicar tal edital, a Casa de Mário Guimarães fere o princípio da probidade administrativa e causa dano ao erário, inclusive, rompendo com o compromisso assumido, anteriormente, por meio de um termo de ajustamento de conduta.
A ação foi proposta pelos promotores de Justiça Fernanda Moreira e Marcus Rômulo Maia, das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça (Fazenda Pública Municipal) respectivamente. Na petição, eles pediram a suspensão do pregão eletrônico de forma imediata, “visando-se evitar dano ao erário e garantir o acesso a cargos públicos por meio de concurso”.
Os promotores também explicaram que já haviam ajuizado, ano passado, a ação n° 8078829-53.2022.8.02.001 (desproporcionalidade dos cargos efetivos x comissionados), que resultou na celebração do TAC onde a Câmara Municipal de Maceió se comprometeu a realizar concurso público para seu quadro efetivo de servidores, após a abertura de vagas decorrentes da aposentação de uma grande quantidade de funcionários. “Na contramão da mencionada avença, a Casa Legislativa, para além de não promover o concurso público (mencionado também em diversas tratativas entabuladas em audiências), fez publicar aviso de pregão eletrônico nº 003/2023, tendo por objeto o registro de preços para eventual e futura contratação de empresa para prestação de serviço terceirizado, com dedicação exclusiva de mão de obra para atendimento das necessidades da Câmara Municipal de Maceió. Ao que se vê, a Câmara Municipal incorreu em manifesto abuso de direito ao adotar um comportamento contraditório, violando a boa-fé e confiança que deveriam pairar sobre as relações humanas”, aponta um trecho da petição.
Os danos
Para o Ministério Público, o comportamento da mesa diretora do parlamento “é contraditório e causará danos irreversíveis à legalidade, ao patrimônio público, à moralidade administrativa e à obrigatoriedade de acesso ao cargo público por meio de concurso”.
E os promotores também fazem um comparativo dos salários existentes nos cargos efetivos e naqueles previstos no edital. “De forma ultrajante, os cargos de assistente administrativo e auxiliar administrativo descritos no edital do pregão têm previsão de remuneração muito superior àquela recentemente aprovada para os servidores efetivos da Câmara, com idênticas atribuições”, explicam, ao exemplificar que o efetivo recebe R$ 5 mil, enquanto o contratado iria ter salário de R$ 6.560,00.
Os pedidos
Ao Poder Judiciário, Fernanda Moreira e Marcus Rômulo Maia requereram a anulação do pregão eletrônico, que deve ser oficializada por meio da Fundação DER-RJ, entidade contratada para a realização do referido processo em função “da existência de vício insanável consubstanciado na contratação irregular de mão de obra para executar atividades de caráter permanente”.
Últimas notícias
Leonardo Dias critica abandono de patinetes em Maceió e cobra ordenamento
Ciclista fica gravemente ferido após colisão com caminhão em Delmiro Gouveia
Recapturado foragido que matou estudante de enfermagem ao dirigir embriagado em Arapiraca
Ministério Público recomenda que PMAL não prenda usuários com até 40g de maconha
Rafael Brito defende fim da escala 6x1 e destaca expectativa para votação
Governo de Alagoas conclui saldo residual da segunda parcela dos precatórios do Fundef
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
