Estado e município têm um mês para assistirem famílias com três gerações em situação de rua
Autoridades estabeleceram prazo até 17 de outubro para que município e estado apresentem propostas concretas de atuação
O Ministério Público do Estado de Alagoas e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas se reuniram, nesta quinta-feira (19), com 10 famílias que vivem em situação de rua e têm pessoas de três gerações seguidas sem qualquer tipo de moradia. Entidades e secretarias que trabalham com a assistência a essa comunidade também participaram do encontro, ocasião onde ficaram definidos vários encaminhamentos de acolhimento para esse grupo.
Durante a reunião, foram ouvidas as representantes de cada uma das famílias, que relataram a necessidade de várias políticas públicas em diferentes áreas.
Sob a coordenação das 13a, 61a e 66a Promotorias de Justiça da Capital e da DPEAL, as autoridades estabeleceram prazo até 17 de outubro para que município e estado apresentem propostas concretas de atuação, com os respectivos cronogramas, voltadas para essas 10 famílias vulnerabilizadas, trazendo como norte as prescrições do Projeto conhecido como Moradia Cidadã.
“O MPE e a DPE buscarão ainda, e em acordo com as atribuições de cada instituição, fomentar a ampliação dos recursos do orçamento da assistência social do Município de Maceió e de cofinanciamento estadual para a Política Nacional da População em Situação de Rua junto a várias secretarias, a exemplo da Fazenda, do Trabalho, do Planejamento e da Saúde, além da Supervisão de Atenção Psicossocial da Secretaria de Estado da Saúde e da Gerência de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde”, informou a promotora de Justiça Alexandra Beurlen, da 61a Promotoria de Justiça.
Tais famílias possuem gerações diferentes que vivem juntas em situação de rua. A maioria é composta por pais, filhos e netos. Em razão dessa vulnerabilidade, parte dessas famílias já perdeu um dos parentes para a violência, onde vítimas foram assassinadas.
PGJ pediu atenção especial ao caso
Essa atuação ocorreu após MPAL, por meio do procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, e da promotora Alexandra Beurlen, acompanharem uma noite de atuação do Consultório de Rua, programa da Prefeitura de Maceió que presta assistência a pessoas em situação de rua.
Na ocasião, eles descobriram que essas 10 famílias possuíam três gerações seguidas em extrema vulnerabilidade social, morando nas ruas.
Últimas notícias
Polícia Civil prende homem em flagrante por tentativa de feminicídio em Anadia
Turma de Toffoli no STF vai decidir se referenda prisão de Vorcaro
Polícia Civil prende homem condenado a mais de 19 anos por estuprar a cunhada
Homicídios caem mais de 70% e Alagoas registra fevereiro menos violento da série histórica
Governo entrega escola, pavimentação de ruas e nova sala do Saúde Até Você Digital em Carneiros
Sobrinho de vereador é morto a tiros dentro de carro na BR-316, em Satuba
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
