Polícia

Líder religioso que atendia em Maceió é preso na Bahia por abuso sexual

Kléber Aran Ferreira da Silva, de 50 anos, diz que incorpora o espírito do médico alemão Adolph Fritz

Por 7Segundos 11/11/2024 15h03 - Atualizado em 11/11/2024 16h04
Líder religioso que atendia em Maceió é preso na Bahia por abuso sexual
Kleber Aran foi preso na manhã de sábado (9) e se dizia líder religioso do templo Amor Supremo - Foto: Reprodução

O líder religioso do templo "Amor Supremo" Kléber Aran Ferreira da Silva, de 50 anos, que também promovia atos religiosos em Maceió, foi preso na Bahia por cometer crimes de importunação, abuso e violação sexual contra quatro pessoas que participavam dos supostos atendimentos. Kléber diz que incorpora o espírito do médico alemão Adolph Fritz, conhecido popularmente como Dr. Fritz, responsável por tratamentos e cirurgias espirituais. 

A prisão de Kléber foi realizada na manhã de sábado (9), pela Polícia Civil da Bahia. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Salvador, e foi cumprido por equipes do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Polícia Civil, no bairro da Pituba, onde fica o templo do Amor Supremo.

Além de Maceió, o criminoso também atuava em vários endereços, como Manaus (AM), São Luiz (MA) e Aracaju (SE). Nas redes sociais, ele se apresenta como médium e divulga cursos de iniciação à mediunidade.

O líder religioso é investigado desde setembro de 2020, quando o Ministério Público recebeu relatos de quatro pessoas, das quais três eram mulheres. Na época, a defesa de Kléber disse que as acusações eram falsas.

Em 2021, o MP-BA cumpriu mandados de busca e apreensão na "Operação Cristal". O objetivo era complementar as provas das práticas ilícitas relatadas pelas vítimas.

Segundo o relato das vítimas, elas eram levadas a participar de rituais supostamente religiosos, mas que serviam para a "satisfação" dos desejos libertinos" do investigado. O órgão informou que o suspeito conseguia o silêncio das pessoas por meio de ameaças à integridade física e mental.