“Vivendo uma tortura”, diz irmã de adolescente de 15 anos desaparecida em Maceió
Ana Beatriz de Moura, 15 anos, desapareceu após deixar a escola numa corrida de app. Um suspeito, que era amigo da família, foi preso
Faz 10 dias desde que Camylle de Moura, 21 anos, viu a irmã Ana Beatriz de Moura, 15 anos, pela última vez. A adolescente, que vive no bairro Jacintinho, em Maceió (AL), desapareceu em 8 de abril após deixar o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), por volta de 12h, em uma motocicleta solicitada por meio de aplicativo com destino ao bairro Garça Torta. “Estamos vivendo uma tortura”, disse a irmã mais velha em entrevista.
Angustiada, a irmã contou que a família está às cegas, sem notícia sobre o paradeiro da menina. “Estamos vivendo um momento de tortura, mais de uma semana sem notícias da Bia. Momentos de angústia, aflições. É uma tortura não saber nada sobre a Bia, não saber onde ela está ou como e com quem ela está, Isso é uma tortura”, desabafou.
A Polícia Militar do Estado de Alagoas (PMAL) e o Corpo de Bombeiros realizam buscas em áreas de mata da região. Nessa quinta-feira (17/4), Camylle passou o dia inteiro, acompanhada das forças, em busca da irmã.
Investigações
No sábado (12/4), um homem de 43 anos foi preso suspeito de envolvimento no sumiço da menina. Segundo Camylle, Ana Beatriz e ela já trabalharam como babá dos filhos do homem.
“O suspeito é uma pessoa próxima à nossa família. Quando ele veio para Maceió, a minha família que o acolheu, minha mãe arrumou emprego para ele. Inclusive, eu cuidava dos filhos dele junto com a Bia, mas depois eu fui trabalhar fora e ela continuou lá”, relatou.
“Era uma pessoa próxima à nossa família… A gente nunca suspeitou de nada, nunca viu nenhuma atitude suspeita. Era uma pessoa de confiança da família e que a gente nunca imaginou que ele era capaz de fazer algo contra minha irmã”, declarou Camylle.
Investigações apontam que o hoomem teria pagado o valor da viagem de aplicativo da adolescente. “Eu acho, sim, que ele está envolvido, até porque temos provas. No dia que minha irmã desapareceu, ele pediu ao açougueiro para fazer uma transferência para minha irmã no valor de R$20, que logo em seguida a Bia usou para pagar uma corrida com destino próximo à casa dele.”
Na região, surgiram rumores de que Ana Beatriz já havia tido conflitos com a esposa do investigado. À coluna, a irmã confirmou a veracidade dos boatos.
“A gente já teve um conflito com a esposa do preso, mas eu, pessoalmente, fui conversar com ele e o assunto foi encerrado. Depois, a gente agiu normalmente, minha irmã cumprimentava, ele falava com minha mãe, mas não sabíamos que a Bia mantinha contato.”
“A gente não sabe o que a Bia foi fazer naquela região. A gente morava ali perto, mas nos mudamos no início do ano”, completou.
Revolta
Na quarta-feira (16/4), familiares, amigos e moradores do bairro se reuniram, com cartazes e faixas, em um protesto para pedir justiça. A multidão chegou a colocar fogo em pedaços de madeira e em pneus.
Com frases como “não vamos parar até encontrá-la”, os protestantes demonstravam revolta com a falta de notícias sobre o paradeiro da menina e cobravam respostas das forças de segurança.
Segundo familiares, a polícia havia parado as buscas para focar no caso da recém-nascida de 15 dias, também Ana Beatriz, que, supostamente, havia desaparecido da casa da família, em Alagoas. Com o encontro do corpo da bebê, os familiares pediam foco na investigação do sumiço da menina de 15 anos.
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