Promotoria de Alagoas pede bloqueio de aplicativo usado para cometer crimes contra crianças no Brasil
Segundo o MPAL, o aplicativo oferecia mecanismos que tornavam as comunicações praticamente impossíveis de rastrear, criando um ambiente favorável à atuação criminosa
A Justiça brasileira determinou o bloqueio do aplicativo de mensagens Zangi em todo o país após investigações apontarem que a plataforma vinha sendo utilizada na prática e disseminação de crimes graves contra crianças e adolescentes. A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que identificou o uso do serviço como ferramenta para facilitar a ação de criminosos e dificultar o trabalho das autoridades.
Segundo o MPAL, o aplicativo oferecia mecanismos que tornavam as comunicações praticamente impossíveis de rastrear, criando um ambiente favorável à atuação criminosa. A dificuldade na obtenção de dados técnicos e informações sobre os usuários impedia o avanço das investigações, especialmente em casos envolvendo vítimas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com os promotores Lucas Sachsida e Ricardo Libório, responsáveis pelo pedido judicial, o Ministério Público chegou a solicitar informações à empresa responsável pelo Zangi, mas não obteve a cooperação necessária. Diante disso, foi solicitada à Justiça a suspensão do funcionamento da plataforma como forma de interromper o uso do aplicativo em práticas ilícitas e preservar possíveis vítimas.
Ao analisar o caso, o Judiciário considerou que havia elementos suficientes para a adoção da medida e determinou que provedores de internet adotem as providências necessárias para tornar o aplicativo indisponível no Brasil. A decisão também destacou que a oferta de serviços digitais não pode se sobrepor à proteção de direitos fundamentais, principalmente quando envolve a segurança de crianças e adolescentes.
Para o promotor Lucas Sachsida, a medida reforça a importância da responsabilidade das plataformas digitais. “A ausência de cooperação com as autoridades, sobretudo em investigações que envolvem vítimas vulneráveis, compromete a Justiça e exige respostas firmes”, afirmou.
Já o promotor Ricardo Libório ressaltou que a atuação busca interromper ciclos de violência. “O enfrentamento aos crimes cibernéticos exige não apenas investigação, mas decisões capazes de impedir a continuidade dessas práticas, priorizando a proteção de quem mais precisa”, disse.
Com a decisão, o aplicativo deverá ser bloqueado em território nacional, enquanto as investigações continuam para identificar e responsabilizar os envolvidos nos crimes.
Últimas notícias
JHC visita poço artesiano em Arapiraca e destaca ações que levam dignidade à população rural
Cabo Bebeto critica nova parceria da Sesau com hospital ligado a Gustavo Pontes
Defesa Civil alerta para risco de alagamentos e deslizamentos em Alagoas
Chuvas causam alagamentos e deixam moradores ilhados no bairro Girador, em Atalaia
Chuvas provocam adiamento de evento em homenagem ao Dia das Mães em Arapiraca
Prefeitura de Boca da Mata apura causa do incêndio que destruiu ônibus escolares
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
