Polícia

Palhaço suspeito de importunação sexual contra alunos da Ufal se defende: 'absurdo'

Caso foi registrado no dia 12 de março em Maceió

Por 7Segundos 16/03/2026 10h10 - Atualizado em 16/03/2026 11h11
Palhaço suspeito de importunação sexual contra alunos da Ufal se defende: 'absurdo'
Palhaço é acusado de importunação sexual - Foto: Reprodução/ Vídeo

O palhaço foi detido por seguranças da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) na última quinta-feira (12), acusado de importunação sexual contra estudantes, se pronunciou sobre o caso e se defendeu das acusações. O episódio foi registrado em sala de Campus A.C. Simões, em Maceió. Ele classificou a denúncia como absurda.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o homem afirmou que trabalha há 30 anos com arte, educação, circo e teatro, e que a intervenção na universidade se tratava de uma apresentação chamada “Ecologia Magia”.

O palhaço ainda frisou que pediu autorização dos professores para entrar no local. “Não invadi nenhum espaço e não desrespeitei ninguém e nenhuma turma. Mesmo assim, pela primeira vez na minha vida aconteceu algo absurdo: fui acusado de assédio e de importunação sexual. Não fui só acusado, fui julgado pela mídia, fui cancelado, como se eu já tivesse sido condenado”, destacou.

Ele negou veementemente ter cometido importunação contra as estudantes. “Eu não cometi nenhum ato de assédio, nenhum ato de obscenidade contra ninguém. Sou um artista, sou um palhaço que trabalha há décadas [...]. Me acusaram de violência, a violência com um martelo de plástico. Beira ao ridículo”, enfatizou.

Denúncias


De acordo com alunos, o homem de 51 anos entrou em salas de aula da universidade para fazer uma apresentação artística, mas teria praticado importunação sexual contra estudantes do curso de Serviço Social e Jornalismo ao beijá-las e fazer comentários de cunho sexual. As queixas de assédio levaram os seguranças a retirá-lo do local.

Passagens pela polícia


O palhaço denunciado é citado em dois boletins de ocorrência que não têm relação com crimes de natureza sexual. A informação é delegada Ana Luiza Nogueira, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), responsável pelo caso. A Polícia Civil segue investigando o caso.