Maceió está entre as capitais onde menos se gasta com comida no Brasil, aponta pesquisa
Dados mostram quanto tempo de trabalho é necessário para o brasileiro conseguir comprar comida
Maceió aparece entre as capitais brasileiras onde o custo da alimentação pesa menos no bolso do trabalhador. Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que a capital alagoana figura nas posições mais baixas do ranking nacional tanto no tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica quanto no percentual do salário mínimo comprometido com alimentos.
De acordo com o levantamento referente a fevereiro, um trabalhador em Maceió precisa de 81 horas e 58 minutos de trabalho por mês para adquirir os itens básicos de alimentação. O número coloca a capital entre as menores cargas do país, distante das cidades onde o custo é mais elevado.
No topo do ranking, São Paulo lidera com 115h45, seguida por Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14), capitais onde o trabalhador precisa dedicar muito mais tempo para garantir a alimentação básica. Na outra ponta, Aracaju apresenta o menor tempo, com 76h23.
Apesar de não ocupar a última posição, Maceió se mantém entre as capitais mais acessíveis, à frente de diversas cidades brasileiras, inclusive algumas do Norte e Nordeste.

Menor impacto no salário
O cenário se repete quando o recorte é o peso da alimentação no orçamento. Na capital alagoana, o custo da cesta básica compromete 40,28% do salário mínimo líquido, percentual abaixo da média nacional, que foi de 46,13% no período analisado.
Entre as capitais com maior comprometimento da renda estão:
São Paulo: 56,88%
Rio de Janeiro: 55,15%
Florianópolis: 53,19%
Já entre os menores índices aparecem:
Aracaju: 37,54%
Porto Velho: 40,13%
Maceió: 40,28%
Os dados reforçam que o trabalhador maceioense enfrenta um impacto menor no orçamento com alimentação em comparação com grande parte das capitais brasileiras.
Salário mínimo ideal segue distante
O levantamento também aponta que, para suprir as necessidades básicas de uma família, incluindo alimentação, moradia, saúde e educação, o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 7.164,94 em fevereiro. O valor é cerca de quatro vezes maior que o salário mínimo vigente, de R$ 1.621.
O cálculo considera o custo da cesta básica mais cara do país, que, no período analisado, foi registrada em São Paulo.
Mesmo diante do cenário nacional de alta no custo de vida, Maceió acaba se destacando como uma das capitais onde menos se gasta com alimentação, tanto em tempo de trabalho quanto na fatia do salário comprometida, um indicador relevante para o poder de compra da população.
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