Última missão de Renan Filho no governo Lula é evitar greve nacional dos caminhoneiros
Governo federal tenta convencer os estados, também, a reduzir ICMS sobre os combustíveis para evitar uma crise
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), foi escalado pelo governo Lula para evitar uma greve nacional dos caminhoneiros. O setor está insatisfeito com a falta de fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo de frete para caminhoneiros e temem, também, a escalada de preço dos combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio.
Esta será a última grande missão de Renan à frente do Ministério dos Transportes. O senador licenciado deixará a Esplanada dos Ministérios no final de março para ficar apto às eleições deste ano, quando disputará o governo de Alagoas.
A tentativa de conter uma crise econômica passa pelo anúncio de medidas para ampliar a fiscalização e responsabilizar os infratores. A previsão é que o ministro apresente o plano do governo federal nesta quarta-feira (18) às 10 horas.
Para conter a escalada de preços dos combustíveis, o presidente Lula (PT) pediu que os governadores reduzam o ICMS sobre o diesel, seguindo as reduções do PIS e Cofins, determinada pelo governo federal.
A medida, no entanto, tem sofrido resistência dos governadores que, em sua maioria, fazem oposição a Lula e disputarão as eleições de outubro.
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