Justiça

“Eles foram para matar”, diz promotora sobre ataque que deixou torcedor em estado grave

Crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2023, em Maceió

Por 7Segundos 19/03/2026 17h05 - Atualizado em 19/03/2026 17h05
“Eles foram para matar”, diz promotora sobre ataque que deixou torcedor em estado grave
Promotora de Justiça Adilza Freitas - Foto: Ascom MP/AL

“Eles foram pra matar, não mataram Symei porque acharam que já estava morto.” A declaração da promotora de Justiça Adilza Freitas marcou o julgamento de integrantes da torcida organizada Mancha Azul, acusados de tentativa de homicídio contra torcedores do CRB, durante sessão realizada nesta quinta-feira (19), em Maceió.

Em sua sustentação, a promotora foi enfática ao defender a condenação dos réus e ao destacar a gravidade da ação. Segundo ela, o grupo agiu com violência extrema e com a clara intenção de tirar a vida da vítima Symei Araújo.

Adilza Freitas ressaltou ainda que o crime teve também um caráter de humilhação. “Eles não quiseram tão somente matar o Symei, queriam desmoralizar, deixando-o prostrado no chão, nu, sem roupa alguma”, afirmou.

A promotora também criticou os depoimentos apresentados pelos acusados, apontando contradições. “Não precisa ir com muitas palavras porque deu para perceber que faltaram com a verdade. Mas o que é mentir para quem tentou matar?”, questionou.

Durante a fala, ela relembrou pontos dos depoimentos colhidos ao longo do processo. De acordo com a promotora, a vítima afirmou não conhecer um dos acusados, identificado como Thiago, mas relatou ter ouvido, durante as agressões, alguém chamando pelo apelido “bebezão”.

Outro elemento destacado foi o depoimento de uma testemunha, primo de Symei, que afirmou ter reconhecido um dos suspeitos no momento em que tentava prestar socorro à vítima. Segundo o relato, o acusado teria feito uma ameaça: “Volte, senão mato todo mundo”.

Um dos advogados, quis intervir pra desestabilizar a promotora e ela disse: "excelência, se tivéssemos o vídeo da tentativa da execução, o senhor diria aqui que era montagem".

O julgamento segue na 9ª Vara Criminal da Capital, com a continuidade da oitiva de testemunhas e os debates entre acusação e defesa. A previsão para encerramento da sessão é para o final da noite de hoje.