Dólar sobe a R$ 5,30, e Ibovespa cai 2,25% com tensão global
Escalada no Oriente Médio eleva aversão a risco
Em um novo dia de tensão no mercado financeiro, o dólar voltou a superar R$ 5,30, enquanto o Ibovespa recuou mais de 2%. A instabilidade refletiu a aversão global ao risco diante da escalada do conflito no Oriente Médio e do avanço dos preços de energia.
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (20) vendido a R$ 5,309, com alta de R$ 0,093 (+1,79%). A cotação abriu em torno de R$ 5,24 e acelerou a alta após a abertura dos mercados nos Estados Unidos.
No maior nível desde o dia 13, a moeda estadunidense sobe 3,41% em março. Em 2026, no entanto, a divisa recua 3,28%.
No mercado de ações, a tensão também foi grande. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 176.219 pontos, com queda de 2,25%. O indicador está no menor nível desde 22 de janeiro.
A bolsa brasileira recuou 0,81% e acumula perda de 6,66% em março. Em 2026, porém, sobe 9,37%. Essa foi a quarta semana consecutiva de queda no Ibovespa.
Pressão externa
O movimento foi impulsionado pela valorização global do dólar e pela alta dos juros nos Estados Unidos, em meio à reavaliação das expectativas para a política monetária.
Investidores passaram a considerar a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) adote uma postura mais rígida diante do risco inflacionário provocado pelo encarecimento da energia.
As taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram, pressionando ativos de maior risco, especialmente em países emergentes.
Guerra no radar
O agravamento das tensões envolvendo o Irã elevou a incerteza global. Informações sobre possível envio de tropas dos Estados Unidos e ameaças de interrupção no fornecimento de petróleo ampliaram a cautela nos mercados.
O risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, reforçou temores de choque prolongado nos preços de energia.
Petróleo em alta
Os contratos internacionais de petróleo registraram nova alta. O Brent, referência global, fechou acima de US$ 112 por barril, com alta de mais de 3%. Durante o dia, a cotação chegou a US$ 115.
Relatórios de instituições financeiras indicam que, em caso de interrupção prolongada no fluxo de petróleo, os preços podem permanecer elevados por meses, pressionando a inflação global.
Impacto no Brasil
No mercado doméstico, o real teve um dos piores desempenhos entre moedas emergentes, refletindo a saída de recursos e a redução de posições em ativos locais.
A alta dos juros globais e a incerteza externa também impactaram a bolsa brasileira, com queda disseminada entre ações sensíveis ao ciclo econômico e ao crédito.
Papéis de setores como construção civil e varejo foram especialmente pressionados, acompanhando a disparada dos juros no mercado futuro.
Últimas notícias
Alagoas registra redução de 21,65% nas denúncias de propaganda eleitoral irregular em 2026
Paulo Dantas se licencia do governo de Alagoas para coordenar campanha de Lula em Alagoas
Criança se emociona ao fazer a Primeira Comunhão e comove internautas
Pedreiro viaja mais de 2 mil quilômetros para encontrar mulher de IA
Print de WhatsApp vale como prova, mas não basta sozinho, explica advogado
ALE aprova projeto que limita poder de JHC para trocar dirigentes da Arsal
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
