Meio ambiente

Elefante-marinho chega a Praia de Ponta Verde e biólogos reforçam importância do afastamento

Animal está em processo de troca de pelagem e precisa conservar energia, o que explica os dias em que tem descansado em Alagoas

Por 7Segundos 23/03/2026 11h11 - Atualizado em 23/03/2026 11h11
Elefante-marinho chega a Praia de Ponta Verde e biólogos reforçam importância do afastamento
Presença do animal em uma área mais urbanizada acendeu um novo alerta de especialistas quanto à necessidade de manter distância e evitar qualquer tipo de interação - Foto: Reprodução

Após dias sendo monitorado em diferentes pontos do litoral alagoano, o elefante-marinho (Mirounga leonina) voltou a chamar atenção ao surgir, neste domingo (22), na Praia de Ponta Verde, em Maceió. A presença do animal em uma área mais urbanizada acendeu um novo alerta de especialistas quanto à necessidade de manter distância e evitar qualquer tipo de interação.

De acordo com o Instituto Biota de Conservação, o animal vinha sendo acompanhado desde a chegada em Alagoas, na Barra de Santo Antônio, litoral norte, e, posteriormente nas regiões de Garça Torta e Guaxuma, mas acabou se deslocou para a orla da capital durante a noite. Vídeos enviados por populares mostram o elefante-marinho inicialmente nas proximidades do farol e, posteriormente, em trechos mais movimentados da orla.

As imagens também registraram a aproximação de banhistas, inclusive durante a noite, o que preocupa as equipes de monitoramento. A interação direta com o animal é desaconselhada, principalmente neste momento em que ele está em repouso.

Banhista interagindo irregularmente com o elefante-marinho / Foto: Cortesia


Segundo o presidente do Biota, Bruno Stefany, o comportamento do elefante-marinho é considerado normal. Ele explicou que o animal está em processo de troca de pelagem e precisa conservar energia, já que pode passar dias sem se alimentar.

“O animal está apenas descansando. Quando há aproximação, barulho ou tentativa de contato, ele pode se deslocar para a água, o que gera desgaste desnecessário”, explicou.

Outro ponto de atenção destacado pelo especialista é a presença de cães nas proximidades. A aproximação de animais domésticos pode provocar reações de defesa, com risco tanto para os pets quanto para o próprio elefante-marinho.

Regras de observação e distanciamento


As orientações seguem diretrizes do ICMBio, que estabelece regras para evitar impactos aos animais marinhos. Entre as recomendações estão:

- Manter distância mínima de 100 metros ao observar o animal

- Evitar barulhos, gritos ou qualquer tentativa de chamar atenção

- Não tocar, alimentar ou tentar interagir

- Evitar a presença de pets nas proximidades

- Em atividades aquáticas, respeitar limites seguros de aproximação

Deslocamento pelo litoral


O elefante-marinho está em Alagoas desde o início de março e já foi registrado em municípios como Maragogi, Barra de Santo Antônio e no litoral norte da capital.

A espécie, mais comum na região Sul do país, utiliza praias como ponto de descanso durante deslocamentos migratórios. Segundo especialistas, o comportamento de permanecer por alguns dias em diferentes locais é esperado.

Monitoramento intensificado


Com a chegada à Praia de Ponta Verde, o monitoramento foi reforçado devido ao maior fluxo de pessoas. Equipes ambientais seguem acompanhando o animal e orientando a população.

A recomendação é que, ao avistar o elefante-marinho, as pessoas mantenham distância e acionem os órgãos responsáveis, evitando qualquer tipo de interferência. “O animal está de passagem e precisa de tranquilidade. O respeito ao espaço dele é essencial para que siga seu percurso sem riscos”, reforçou Bruno Stefany.