Justiça

Julgamento Henry Borel: juri é adiado após abandono de defesa de Jairinho

Defesa do ex-vereador e da mãe da criança solicitou o adiamento alegando necessidade de análise de provas; assistência de acusação previu e criticou medida

Por CNN 23/03/2026 13h01 - Atualizado em 23/03/2026 13h01
Julgamento Henry Borel: juri é adiado após abandono de defesa de Jairinho
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação - Foto: Jaqueline Frizon/CNN

O julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi adiado nesta segunda-feira (23) no Rio de Janeiro. A suspensão aconteceu após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, abandonar o plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

O advogado e assistente de acusação, Cristiano Medina, afirmou na chegada ao Tribunal de Justiça que a defesa dos acusados tentaria protelar o julgamento, classificando como um descaso com o Poder Judiciário e com a família da vítima, que aguarda o desfecho do processo há cinco anos.

Medina pediu à juíza que seja feita a nomeação da Defensoria Pública para assegurar que a próxima sessão não seja interrompida por abandono de plenário.

Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

O Conselho de Sentença, formado por sete cidadãos, será o responsável por decidir pela condenação ou absolvição da dupla.

Entenda o caso


O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca.

Inicialmente, o casal alegou que a criança sofrera um acidente doméstico ao cair da cama.

No entanto, o laudo de necropsia do IML descartou a hipótese ao identificar 23 lesões no corpo do menino, indicando que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente.