‘Sangrou pedindo ajuda da mãe’: pai de Henry Borel reage à soltura da mãe do menino
Julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros foi adiado nesta segunda-feira, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, após a defesa do ex-vereador abandonar o plenário
O adiamento do julgamento do caso Henry Borel provocou forte reação do pai da criança, Leniel Borel, que voltou a cobrar justiça e criticou a decisão que resultou na suspensão do júri e na soltura de Monique Medeiros. Em declaração pública, ele afirmou que o filho sofreu agressões graves e pediu ajuda sem ser socorrido.
Durante o desabafo, Leniel afirmou que não consegue assistir aos exames do Instituto Médico Legal e relatou que o filho teve uma morte prolongada: "O meu filho não é aquela criança cheia de marca, hematoma. 23 lesões, pessoal", lamentou Lenial. Segundo ele, o menino apresentava múltiplas lesões e sinais de violência incompatíveis com a versão inicial apresentada pelos acusados. O pai também questionou a conduta da mãe da criança no momento dos fatos e classificou como encenação a postura dela após o ocorrido.
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros foi adiado nesta segunda-feira, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, após a defesa do ex-vereador abandonar o plenário do II Tribunal do Júri. Os advogados alegaram necessidade de análise de provas, o que levou à suspensão da sessão.
A assistência de acusação criticou a medida e afirmou que a estratégia já era esperada, apontando tentativa de prolongar o processo. A defesa também solicitou o adiamento, argumento que foi acolhido pela Justiça. Diante do ocorrido, foi pedido que a Defensoria Pública seja designada para evitar novos adiamentos na próxima data do júri.
Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O caso será julgado por um Conselho de Sentença formado por sete jurados, responsáveis por decidir pela condenação ou absolvição.
Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde vivia com a mãe e o padrasto. Inicialmente, foi relatado que a criança teria sofrido um acidente doméstico. No entanto, o laudo do IML apontou 23 lesões, incluindo hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação contundente, descartando a hipótese de queda.
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