Moradores bloqueiam avenida em protesto contra contas altas e qualidade da água em Maceió
Comunidade do Residencial Santa Amélia denuncia tarifas elevadas, problemas de saúde e ameaça intensificar manifestação
Moradores do bairro da Levada, em Maceió, bloquearam um trecho da principal via da região em protesto contra o valor considerado abusivo das contas de água e a qualidade do serviço prestado. A manifestação, registrada na manhã desta quinta-feira (25), ocorreu no Residencial Santa Amélia e reuniu diversos moradores da comunidade.
Para interditar a via, os manifestantes utilizaram pedaços de madeira, impedindo a passagem de veículos. Durante o ato, alguns moradores também ameaçaram atear fogo nos materiais colocados na pista, como forma de pressionar por uma resposta das autoridades e da empresa responsável pelo abastecimento.
De acordo com relatos, o principal motivo do protesto é o alto custo da tarifa. Segundo os manifestantes, há casos em que residências com apenas duas pessoas estão pagando cerca de R$ 300 por mês pelo consumo de água, valor considerado incompatível com a realidade financeira da população local, formada majoritariamente por famílias de baixa renda.
Além da questão financeira, os moradores também denunciam problemas na qualidade da água fornecida. Há relatos de que o abastecimento estaria causando problemas de pele em alguns residentes, o que tem gerado ainda mais preocupação entre as famílias.
O Portal 7Segundos entrou em contato com a assessoria da BRK Ambiental, responsável pelo serviço na região. Confira nota conjunta da empresa com a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal):
A Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) informa que recebeu uma solicitação referente à qualidade da água nos condomínios localizados na Avenida Jorge Montenegro de Barros, no bairro Santa Amélia, em Maceió.
A Companhia esclarece que a situação está sendo acompanhada de forma contínua e criteriosa pela equipe operacional. Como medida complementar, uma equipe técnica será enviada ao local nesta quarta-feira (25) para realizar novas coletas e análises da água.
A Casal reforça que segue rigorosamente os padrões de potabilidade estabelecidos pelos órgãos de saúde e controle. Em caso de dúvidas, a Companhia permanece à disposição da população por meio de seus canais de atendimento.
Quanto às cobranças, a BRK – responsável pela distribuição – esclarece que vai avaliar caso a caso as ocorrências recebidas via canal de atendimento. A empresa destaca que a cobrança pelos serviços está amparada pelo contrato de concessão e pela regulamentação vigente, sendo realizada com base no volume de água medido e nos serviços disponibilizados.
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