Polícia

Laudo do IML descarta conjunção carnal em denúncia de abuso em escola de Maceió

Denúncia veio à tona após relato da mãe; 7Segundos apura se caso foi arquivado ou segue em análise

Por 7Segundos 27/03/2026 14h02 - Atualizado em 27/03/2026 15h03
Laudo do IML descarta conjunção carnal em denúncia de abuso em escola de Maceió
IML de Maceió - Foto: Reprodução

O laudo do exame de corpo de delito, ao qual o 7Segundos teve acesso com exclusividade, descartou a ocorrência de conjunção carnal no caso envolvendo uma criança de cinco anos em uma escola particular localizada no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió.

De acordo com o registro no B.O., a criança, uma menina, teria contado para a mãe que uma “tia do banho” a tocou, fazendo movimentos circulares, nas regiões do ânus e da vagina. Em consequência disso, os locais que, segundo a vítima, foram violados durante o abuso, teriam ficado vermelhos, com inchaço, e apresentando lesões.

O documento, emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), não identificou vestígios que comprovem esse tipo específico de violência. "Entretanto vale salientar que alguns atos libidinosos podem ocorrer sem deixar vestígios, ou estes serem fugazes", traz o laudo.

Ainda conforme o boletim, a responsável pela criança relatou à polícia que a suspeita é uma funcionária da unidade escolar que atuava no cuidado direto com os alunos, sendo responsável pelo banho e alimentação das crianças. Consta no registro que a mãe afirmou não conhecer a identidade completa da funcionária e que nunca havia tido contato direto com ela. 

No relato formal, a comunicante declarou que a filha se queixou de dores nas regiões atingidas e que os sinais físicos foram percebidos após o ocorrido. O documento também aponta que o suposto abuso teria acontecido no primeiro dia de aula da criança na instituição.

Diante do resultado pericial, a reportagem buscou à Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança e Adolescente (DCCCA). A apuração tenta confirmar se o procedimento segue em curso, se houve reclassificação da ocorrência ou até mesmo eventual arquivamento da denúncia.

Por meio da assessoria da Polícia Civil, a delegada Talita Aquino esclareceu que o inquérito policial segue em andamento e reforçou que não procede a informação de que o caso tenha sido arquivado.