Mistério cerca morte de 'Leôncio': elefante-marinho é encontrado partido ao meio no litoral sul de AL
Desde o desaparecimento, equipes vinham realizando monitoramentos em trechos do litoral sul, entre a Praia do Gunga e o Pontal do Peba
A notícia da morte do elefante-marinho, que vinha sendo monitorado em praias alagoanas desde o início do mês de março, provocou grande comoção em toda a população do estado. Nesta quarta-feira (1º) o Instituto Biota de Conservação divulgou imagens do corpo do animal, encontrado em Jequiá da Praia, Litoral Sul de Alagoas. Leôncio, nome dado ao elefante-marinho pela população por meio de votação nas redes sociais, foi achado partido ao meio, o que levanta muitas dúvidas sobre como ele teria perdido a vida.
Leôncio foi encontrado já em avançado estágio de decomposição. Por essa razão, a necropsia será fundamental para avaliar se houve indício de interação humana como causa da morte ou se ele morreu de causas naturais.
De acordo com informações do Instituto Biota de Conservação, o animal não era visto desde a última sexta-feira (27), quando foi registrado ainda com vida na região da praia de Lagoa Azeda, também em Jequiá da Praia, por volta das 17h. Imagens feitas na ocasião mostram o elefante-marinho aparentemente em repouso, comportamento considerado normal para a espécie.
Já o corpo foi localizado no fim da tarde desta terça-feira (31), no mesmo povoado, em condições que chamaram a atenção das equipes: além do estado avançado de decomposição, o animal estava dividido ao meio, conforme registros recebidos pelo instituto.
Desde o desaparecimento, equipes vinham realizando monitoramentos em trechos do litoral sul, entre a Praia do Gunga e o Pontal do Peba, além de acionar parceiros em estados vizinhos, mas não haviam obtido sucesso até a localização do corpo.
A confirmação oficial de que se trata do mesmo animal ainda depende da análise técnica, assim como a causa da morte. Segundo o Biota, durante a necropsia serão avaliados possíveis sinais de interação antrópica, ou seja, provocada por ação humana, além de causas naturais. O resultado pode levar mais tempo, especialmente se houver necessidade de exames complementares.
Durante o período em que esteve em Alagoas, Leôncio mobilizou equipes ambientais e chamou a atenção de moradores e turistas, sendo monitorado desde o dia 11 de março. O caso agora segue sob investigação técnica para esclarecer as circunstâncias da morte.
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