Política

MDB barra saída de Kelmann Vieira para o PSDB e vereador recua de candidatura a deputado federal

Sem a liberação partidária, Kelmann ficou impedido de concretizar a mudança de sigla movimento considerado estratégico para viabilizar sua candidatura a deputado federal

Por 7Segundos 05/04/2026 09h09 - Atualizado em 05/04/2026 09h09
MDB barra saída de Kelmann Vieira para o PSDB e vereador recua de candidatura a deputado federal
Kelmann Vieira (MDB), vereador por Maceió - Foto: Reprodução/Rede Antena 7

A decisão do vereador por Maceió, Kelmann Vieira, de não disputar uma vaga na Câmara Federal ganhou novos contornos nos bastidores políticos. Isso porque o MDB teria comunicado que não liberaria o parlamentar para deixar o partido e se filiar ao PSDB, legenda que vem sendo estruturada pelo prefeito JHC visando as eleições de 2026.

Sem a liberação partidária, Kelmann ficou impedido de concretizar a mudança de sigla movimento considerado estratégico para viabilizar sua candidatura a deputado federal dentro de um novo grupo político.

Nas redes sociais, o vereador confirmou que chegou a pedir afastamento do cargo para disputar o pleito, conforme exige a legislação, mas acabou voltando atrás na decisão. Em tom de desabafo, ele afirmou estar “extremamente decepcionado, irritado e inconformado com os acontecimentos das últimas 48 horas”.

Kelmann também rebateu críticas de que teria recuado por medo de perder o mandato e reforçou que não teme disputa política. “Não sou homem de correr nem de temer nada e nem ninguém”, declarou.

Apesar disso, admitiu que precisou adiar, pela terceira vez, o sonho de disputar uma vaga na Câmara Federal. O parlamentar ainda sinalizou que pode não disputar novas eleições para vereador, indicando possível saída da vida política ao fim do mandato.

Nos bastidores, a movimentação evidencia a disputa interna por espaços e o controle partidário sobre mandatos, especialmente em um momento de reorganização política em Maceió. O episódio também expõe as dificuldades de migração entre partidos em ano eleitoral, sobretudo quando há interesse estratégico das legendas em manter seus quadros.