Política

Novo Plano Diretor proíbe ‘condomínios de luxo’ em bairros afundados pela Braskem

Com a diretriz, a mineradora não pode usar a área afetada de uso comercial e residencial

Por Felipe Ferreira 08/04/2026 11h11
Novo Plano Diretor proíbe ‘condomínios de luxo’ em bairros afundados pela Braskem
O afundamento do solo de bairros de Maceió foi causado pela Braskem - Foto: Reprodução / Metrópoles

O novo Plano Diretor, em discussão na Câmara Municipal de Maceió, veta o uso comercial e residencial dos cinco bairros afundados pela mineradora Braskem. O documento determina que a mineradora assuma todos os custos das ações mitigadoras nas áreas atingidas pela extração de sal-gema.

Com as novas diretrizes elaboradas pela Prefeitura, o boato sobre a construção de um condomínio de luxo pela Braskem é deixado de lado.

Vítimas e lideranças de movimentos que lutam pelos direitos dos moradores das regiões afundadas apontam, há alguns anos, que com a estabilização do solo a mineradora — que detém a propriedade dos imóveis — poderia se aproveitar economicamente do local com vista privilegiada para a Lagoa Mundaú.

Segundo o Plano Diretor enviado pela Prefeitura de Maceió no último sábado (4), se o solo dos cinco bairros afetados pela mineração for estabilizado, a região pode receber um parque público de uso coletivo.

A proposta envolve a recuperação da vegetação nativa, a restauração dos sistemas ambientais degradados e a valorização da paisagem natural, garantindo acessibilidade e uso público irrestrito dos espaços.

O documento prevê, ainda, viabilizar o retorno da linha férrea e estabelece a adoção de alternativas para minimizar os efeitos acumulados dos bloqueios nos principais eixos de transporte.

O Plano Diretor ainda deve contar com a contribuição de vereadores e posteriormente será enviado à Prefeitura para sanção ou veto de Rodrigo Cunha (Podemos).