Política

Dependência de frutas de fora do estado expõe atraso histórico em Alagoas, diz Francisco Sales

Atualmente, cerca de 80% das frutas consumidas no estado são importadas

Por 7Segundos, com Assessoria 09/04/2026 11h11 - Atualizado em 09/04/2026 11h11
Dependência de frutas de fora do estado expõe atraso histórico em Alagoas, diz Francisco Sales
Empresário e ex-vereador Francisco Sales - Foto: Reprodução

Alagoas ainda depende majoritariamente da produção agrícola de outros estados para abastecer sua população — um cenário que, segundo o pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales, revela falhas estruturais e ausência de planejamento no setor ao longo dos anos.

Atualmente, cerca de 80% das frutas consumidas no estado são importadas, principalmente do polo irrigado de Petrolina, referência nacional em produção agrícola. O contraste, de acordo com Sales, evidencia o potencial não explorado de Alagoas.

Sales faz uma comparação com o município pernambucano. “Petrolina só chegou onde está porque houve investimento, planejamento e decisão política lá atrás. Hoje, são mais de 100 mil empregos gerados no agro, com produção que abastece o Brasil e o mundo. E Alagoas? Onde está esse projeto?”, questionou.

Empresário do setor produtivo, Sales afirma conhecer de perto os desafios enfrentados por quem produz e empreende no estado. Para ele, a atual dependência de produtos vindos de fora não é uma condição natural, mas consequência direta de falta de políticas públicas eficazes.

O ex-vereador por Maceió frisou que a dependência de frutas vindas de outros estados não pode ser normalizada. “Onde é que está escrito que Alagoas tem que depender de fruta que vem de outro estado? Isso não é normal. Isso é resultado de anos de omissão, de falta de visão e de prioridade equivocada”, declarou.

O pré-candidato defende que a agricultura seja tratada como eixo estratégico de desenvolvimento, principalmente no interior do estado. Entre as propostas, ele aponta a necessidade de investimentos estruturantes, incentivo à produção local, assistência técnica e políticas permanentes voltadas ao setor.

“Não se trata de favor, nem de assistencialismo. O alagoano não quer benesse, quer oportunidade. E a agricultura é um caminho real para gerar emprego, renda e dignidade para milhares de famílias”, destacou.

Segundo Sales, Alagoas reúne condições naturais e mão de obra capazes de impulsionar o agronegócio, mas carece de decisão política para avançar. “Não podemos mais assistir passivamente enquanto outros estados crescem e nós ficamos para trás. Alagoas tem terra, tem gente trabalhadora e tem potencial. O que falta é decisão política para fazer acontecer”, concluiu.