Caso Davi: Depoimentos contraditórios ampliam dúvidas sobre ação policial
Depoimentos das testemunhas indicam que houve uma abordagem policial, mas sem clareza sobre tudo o que aconteceu naquele momento
O julgamento do caso que apura a morte de Davi Cícero Lourenço da Silva teve início nesta segunda-feira (4) e deve seguir até terça-feira (5), com uma sequência de depoimentos que buscam desvendar os fatos que ocorreram durante a abordagem que terminou com a morte do rapaz.
De forma geral, os depoimentos das testemunhas indicam que houve uma abordagem policial, mas sem clareza sobre tudo o que aconteceu naquele momento. A primeira testemunha relatou uma ação rápida, disse ter sido liberada e não acompanhou o restante, afirmando não ter visto Davi ser levado. Já a segunda confirmou que a vítima foi abordada por uma guarnição com fardamento camuflado, mas também não presenciou os desdobramentos e relatou desconforto ao depor anteriormente. A terceira testemunha descreveu a abordagem como inicialmente comum, mas apontou um momento de tensão, quando um dos abordados foi algemado e silenciado por um policial. No conjunto, os relatos são fragmentados, com lacunas e até inconsistências, sem uma reconstrução completa da ação policial no dia do crime.

Enquanto os relatos tentam reconstruir os últimos momentos de Davi, o julgamento também é atravessado por um peso emocional profundo, especialmente nas falas do pai da vítima.
Em depoimento, ele clama por respostas e justiça, destacando que o filho estava apenas na esquina, conversando, na manhã do ocorrido. “Meu filho é inocente. Se ele tivesse feito algo errado, levassem ele pra minha casa. Eu sou pai. A gente resolvia”, disse.
O pai também expressa a dor de não saber exatamente o que aconteceu com o filho e cobra esclarecimentos das autoridades. “Eu só quero que mostrem o que fizeram com meu filho, onde foi, o que aconteceu”, afirmou, em um relato marcado pela indignação e pela sensação de injustiça.
A dor da família é ainda mais agravada pela morte da mãe de Davi, dona Maria, que não viveu para ver o andamento do julgamento. Segundo o pai, ela passou os últimos tempos buscando respostas e tentando entender o que havia ocorrido. “Ela ficou com isso na cabeça, atrás de justiça. Isso acabou com ela”, relatou. Ele associa o desgaste emocional à piora da saúde da mulher, que já havia passado por cirurgia cardíaca.
A ausência da mãe no desfecho do caso reforça o caráter trágico da história e amplia a pressão por uma resposta do sistema de Justiça.
Com o julgamento ainda em andamento, a expectativa é que novos depoimentos, inclusive das 14 testemunhas previstas pela defesa, ajudem a esclarecer pontos centrais do caso. Até agora, o que se tem são fragmentos de memória, versões parciais e uma família que segue aguardando por respostas.
Últimas notícias
Juiz determina internação psiquiátrica de jovem que matou a mãe no DF
Confira os números da Lotofácil 3713 sorteados hoje (17/6)
Senador Renan Calheiros prestigia lideranças em Sessão Solene em Cajueiro
Colisão frontal é registrada na ladeira do Catolé em Maceió
Ong Missão Pets realiza bazar beneficente no pátio da Paróquia Cristo Redentor em Arapiraca
Homem é morto e outro fica ferido em confronto com a polícia na Avenida Miguel Correia de Amorim em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
