Saúde

Cabo Bebeto critica nova parceria da Sesau com hospital ligado a Gustavo Pontes

Deputado questiona credenciamento do Hospital NOT e cita contratos milionários com recursos da saúde pública em Alagoas

Por 7Segundos com assessoria 09/05/2026 19h07 - Atualizado em 09/05/2026 19h07
Cabo Bebeto critica nova parceria da Sesau com hospital ligado a Gustavo Pontes
Deputado questiona credenciamento do Hospital NOT e cita contratos milionários com recursos da saúde pública em Alagoas - Foto: Assessoria/Cabo Bebeto


O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) voltou a criticar a relação entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Hospital NOT (Núcleo de Ortopedia e Traumatologia), empresa que pertenceu ao atual secretário de Saúde, Gustavo Pontes de Miranda.

A crítica ocorre após a inclusão do credenciamento e da habilitação da unidade na pauta da próxima reunião da Comissão Intergestores Bipartite de Alagoas (CIB/AL), marcada para segunda-feira (11).

“O estado de Alagoas não é para amadores”, declarou o parlamentar ao comentar o caso.

Segundo Cabo Bebeto, Gustavo Pontes assumiu a Sesau em 16 de maio de 2023 ainda integrando o quadro societário da NOT. A saída oficial da sociedade ocorreu apenas em 1º de junho daquele ano.

Onze dias depois, em 12 de junho de 2023, a clínica apresentou à Sesau um Plano Operativo para participação no programa Mais Saúde Especialidades, oferecendo serviços no valor de R$ 500 mil mensais. O credenciamento foi autorizado em julho do mesmo ano.

De acordo com o deputado, dados do Portal da Transparência mostram que a empresa recebeu mais de R$ 11 milhões do Estado até outubro de 2024.

O parlamentar também relembrou a Operação “Estágio IV”, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025, que investiga supostos desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro na saúde estadual. Na ocasião, Gustavo Pontes foi afastado do cargo por 180 dias.

Apesar da investigação, o secretário retornou ao comando da Sesau em fevereiro de 2026 após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para Cabo Bebeto, o caso evidencia “um ciclo vicioso entre CPFs e CNPJs”, onde “quem sai no prejuízo é o povo alagoano”.